Bem Vindo!!!
Seja bem-vindo a compartilhar conosco, idéias e informações sobre o legado deixado dessa Magnífica Ordem.
Trabalhem para a Grande Obra.'.
Estudem suas Ordens Iniciáticas e Filosofia.
Façam o seu papel, critique e apresente suas ideias sobre o nosso cotidiano no Mundo.
Deixe sua sugestão, pergunta ou comentário.
Além disso, conheça mais o legado das demais Ordens herdeiras das tradições Templárias, a Maçonaria.:, RosaeCrucis.:, Golden Dawn:., Thelema:.,Sistemas herméticos e esotéricos.
"Gloria in Excelsis in Deo Et in Terra Pax Hominibus Bonae Voluntatis"
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
A antiga Oraçao Celta
Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!
Bom meditação!!!
terça-feira, 13 de março de 2012
SUMMUM BONUM
Como todos sabemos (ao menos assim nos foi dito, e sempre de 'boca-a-ouvido'), que todo simbolismo traz em seu bojo, vários níveis de interpretação e somente àqueles verdadeiros IIr.'. que se dispuseram a pesquisar e a estudar sem cessar, jamais 'comendo-prato-feito' por terceiros, saindo pois, daquela 'rasteira' interpretação 'chinfrin' destinada à imensidão de 'pobres-de-espírito' (mentes-veladas), são os únicos que puderam realmente alcançar a GNOSIS = SOFIA = SABEDORIA.
Depois da acachapante revelação do verdadeiro significado da DECISÃO UNILATERAL (leia-se: não haviam ignominiosas votações no Sinédrio) do Rei Salomão, referente ao Bebê [Isaac = Jesus = Criança Dourada = Egrégora] reclamado por Duas Mães [CCol.'.], vamos a outra que nos revela o mesmo foco:
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse montanhas, e não tivesse amor, nada seria." (I Coríntios 13:1-2 ACF1) Paulo de Tarso
Vamos desdobrar, e desvelar, esta fabulosa, porém hermética, fala de Paulo de Tarso, proferida depois de alegoricamente ele ter perseguido e matado Cristãos (eram IIr.'. de outra Obediência, algo como os hoje 'rotos' das GG.'.LL.'. estarem a perseguir implacavelmente os 'maltrapilhos' do G.'.O.'.B.'.):
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor: leia-se: se eu não me EMOCIONAR ALTRUÍSTICAMENTE, mesmo conhecendo os sofrimentos e ignorância dos homens, como também, se eu não souber técnica e tempestivamente, como funcionam os Templos Patriarcais, e não tivesse de participar de uma IMPORTANTE E TEMPESTIVA ORDEM DO DIA (Uma Cabeça Vazia é a Casa do Diabo, dito popular!), eu não conseguiria gerar o "SUMMUM BONUM" do meu Cálice Sagrado (GRAAL) para depositá-lo incondicionalmente no GRAAL DO TEMPLO PATRIARCAL...
E ainda que tivesse o dom de profecia: leia-se: E ainda que eu soubesse como, quando, e o que CRIAR EM C.'. de U.'. (jamais privilegiando o Ego Inferior ou o Ego Superior, sempre agindo de forma JUSTA E CORRETA) ...
... e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência: leia-se: ... e fosse suficientemente humilde para com tudos e para com todos (principalmente os não IIr.'.), para poder participar de um RITUAL PATRIARCAL, NÃO CORROMPIDO, TÉCNICA e MAGISTRALMENTE CONDUZIDO, ATIVADO E ENERGIZADO ...
... e tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse montanhas, e não tivesse amor, nada seria. Leia-se: ... se eu não me dispuser a TRABALHAR SEM CESSAR, POR TODA A CRIAÇÃO, HUMANIDADE E NATUREZA, tal qual GEPPETO totalmente dedicado a sua Criação Maior: PINÓQUIO, eu não conseguiria CRIAR COM BELEZA E PERFEIÇÃO e NÃO REPLICARIA O GÊNESIS (para que servem então todos aqueles 33 'aventais' de médicos legistas de necrotério??? - Em tempo: necrotério é o local para onde remetemos o nosso Ego Inferior, a nossa parte Animal)!
Ir.: Marcelo FA M.: M.:
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Ouro de Tolo - A magia como Ciência
A Renascença recuperou uma das noções abandonadas ou latentes de que as civilizações antigas possuíam fórmulas mágicas: O Egito dos Faraós, supõem-se que os sarcedotes traziam a vida estátuas com uso de antigos talismãs; no alvorecer da Grecia, Orfeu haveria escrito encantamentos que podiam curar doenças;os antigos Judeus teriam um metodo de manipular símbolos - Kabbalah - para invocar poderes reservados a Deus. A pesquisa renascentista de textos antigos inspirou essas afirmações, trazendo à superfície textos mágicos da Antiguidade, que acrença religiosa da Idade Média condenara como insensatos ou demoníacos. Para os escritores da Renascença, a magia era benéfica, desde que utilizada para a cura e conhecimentos naturais, e alguns textos mágicos teriam sua leitura permitida entre os Cristãos.
Os textos mais influentes foram as obras atribuídas a HERMES TRIMEGISTO, um mago do antigo Egito, que na realidade foram redigidos por um falsificador bizantino anônimono Séc.: II e III d.c. . Os textos chegaram a Florença no meio de uma remessa de livros trazidos da Macedônia e destinados a Biblioteca dos Médici, em 1460, e causaram sensação. O magos da Renascença sentiram estimulados a buscar a sabedoria egípcia como alternativa ao racionalismo do ensino clássico. A diferença entre mágica e ciência, como forma de controle da natureza, quase desapareceu no séc.: XVI.
O doutor FAUSTO, que vendeu a alma ao diabo em troca do acesso mágico ao conhecimento, foi um personagem de ficção, mas era emblemático de um anseio real. No mundo faustiano, a sabedoria residia no ocultismo. RODOLFO II (1552-1612), o imperador do Sacro Império Romano, mecenas das Artes Esotéricas, foi saudado como novo HERMES ou THOT ...
Os magos reuniam-se em seu Castelo de Hradschin para revelar "segredos" da natureza e praticar a astrologia, a alquimia, a cabala e a pansofia, em uma tentativade classificar os conhecimentos e ter acesso ao domínio do univrso.
Assim, deu-se origem a diversas atividades ostensivas. A Alquimia resultou a Quimica; a astrologia transformou-se em astronomia; a cabala gerou a matemática e a pansofia deu origem aos sistemas de classificação da natureza. Os magos elaboraram o que chamariam de " TEATROS DO MUNDO", nos quais todos os conhecimentos podiam ser compartimentados e apresentados em "CÂMARAS MÁGICAS".
Muitos personagens da Revolução Científica no mundo Ociedental, nos séc.: XVI e XVII, começaram pela mágica ou mantiveram seu interessse nela. Kepler foi um dos protegidos de RODOLFO II. Newton ocupava-se da Alquimia. Leibniz estudou os hieróglifos e os símbolos cabalísticos. Para os Historiadores, a ciência ocidental nasceu do racionalismo e do empirismo. No entanto, a ciência deve muito à magica Renascentista.
Os textos mais influentes foram as obras atribuídas a HERMES TRIMEGISTO, um mago do antigo Egito, que na realidade foram redigidos por um falsificador bizantino anônimono Séc.: II e III d.c. . Os textos chegaram a Florença no meio de uma remessa de livros trazidos da Macedônia e destinados a Biblioteca dos Médici, em 1460, e causaram sensação. O magos da Renascença sentiram estimulados a buscar a sabedoria egípcia como alternativa ao racionalismo do ensino clássico. A diferença entre mágica e ciência, como forma de controle da natureza, quase desapareceu no séc.: XVI.
O doutor FAUSTO, que vendeu a alma ao diabo em troca do acesso mágico ao conhecimento, foi um personagem de ficção, mas era emblemático de um anseio real. No mundo faustiano, a sabedoria residia no ocultismo. RODOLFO II (1552-1612), o imperador do Sacro Império Romano, mecenas das Artes Esotéricas, foi saudado como novo HERMES ou THOT ...
Os magos reuniam-se em seu Castelo de Hradschin para revelar "segredos" da natureza e praticar a astrologia, a alquimia, a cabala e a pansofia, em uma tentativade classificar os conhecimentos e ter acesso ao domínio do univrso.
Assim, deu-se origem a diversas atividades ostensivas. A Alquimia resultou a Quimica; a astrologia transformou-se em astronomia; a cabala gerou a matemática e a pansofia deu origem aos sistemas de classificação da natureza. Os magos elaboraram o que chamariam de " TEATROS DO MUNDO", nos quais todos os conhecimentos podiam ser compartimentados e apresentados em "CÂMARAS MÁGICAS".
Muitos personagens da Revolução Científica no mundo Ociedental, nos séc.: XVI e XVII, começaram pela mágica ou mantiveram seu interessse nela. Kepler foi um dos protegidos de RODOLFO II. Newton ocupava-se da Alquimia. Leibniz estudou os hieróglifos e os símbolos cabalísticos. Para os Historiadores, a ciência ocidental nasceu do racionalismo e do empirismo. No entanto, a ciência deve muito à magica Renascentista.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Entenda o TAO...
Ele é o princípio e origem de tudo. É absoluto. Em todas as coisas e tempos. É abrangente e infinito. É a naturalidade. A ordem cósmica. A essência de todas as coisas. É a não-intenção, a espontaneidade, a naturalidade. É a ação sem intenções egoístas ou maliciosas. O que leva à raiz. É a suprema abrangência, que é a tolerância e aceitação em tudo; o ser compreensivo no cotidiano. E o caminho, a passagem para a tolerância, a abrangência, estão na virtude do vazio, do orifício: o romper barreiras entre pessoas e mundos, como faz o buraco do muro. É viver o que vem da vida no Caminho, que é o mais natural. É ouvir a canção da água no palácio de águas cristalinas, de transparência interior. Sem as impurezas do coração, que impedem a percepção das coisas verdadeiras. É simplesmente trabalhar, falar, ajudar, fluir e viver cada momento com o possível e o disponível de cada instante. Sem irritação, sem estresse, sem raiva. Mas não é entregar-se, ficar sem ação. É outra atitude mental. É o caminho da naturalidade...
O TAO absoluto está em toda parte. O Caminho é feito pelos animais, pela poeira, pelas formigas. Está dentro e fora de todas as coisas. É indescritível e indeterminado.
O TAO do homem não pode ser compreendido pelo cachorro. Mas ele existe no cachorro e no homem. Não é um vazio, um vácuo. Não é um símbolo, mas não é a ausência de imagem. É existência que não se enquadra em nenhuma existência, mas representa todas as existências e formas. É existência de todas as coisas e não é nenhuma delas. De modo que a soma das imagens não é nenhuma imagem. Só se alcança pela não-existência.
Renunciando à sua imagem você alcança a imagem da não-imagem. Esquecer o de fora, parar de pensar, esvaziar-se.
Livrar-se da existência física, emocional e mental, para contemplar a não-existência. Não pode ser descrito porque o finito não descreve o infinito. Assim como a palavra não descreve o silêncio.
Se você não disputar, não pode vencer nem ser vencido. É ação pela não-ação.
Essência e força vital criativa de todas as vidas, as quais cria e mantém. É a força primordial por trás de todas as coisas. Traz renovação, e, pela meditação, transforma e vitaliza.
Tudo o que é impermanente é falso: juventude, poder, fama, a imagem vista. Imortais são os seres que encontram essa essência da eternidade. São os Iluminados. Pois, assim como o saber nas bibliotecas, o Caminho só existe quando é freqüentado. Quando a transformação não ocorre na essência, por dentro, nós fantasiamos por fora. E de que vale mudar por fora, se o interior permanece imutável.
Só a essência dos seres que andam, das estrelas que vagam, da natureza que frutifica e traz vida, só ela é autêntica.
por Clovis
O TAO absoluto está em toda parte. O Caminho é feito pelos animais, pela poeira, pelas formigas. Está dentro e fora de todas as coisas. É indescritível e indeterminado.
O TAO do homem não pode ser compreendido pelo cachorro. Mas ele existe no cachorro e no homem. Não é um vazio, um vácuo. Não é um símbolo, mas não é a ausência de imagem. É existência que não se enquadra em nenhuma existência, mas representa todas as existências e formas. É existência de todas as coisas e não é nenhuma delas. De modo que a soma das imagens não é nenhuma imagem. Só se alcança pela não-existência.
Renunciando à sua imagem você alcança a imagem da não-imagem. Esquecer o de fora, parar de pensar, esvaziar-se.
Livrar-se da existência física, emocional e mental, para contemplar a não-existência. Não pode ser descrito porque o finito não descreve o infinito. Assim como a palavra não descreve o silêncio.
Se você não disputar, não pode vencer nem ser vencido. É ação pela não-ação.
Essência e força vital criativa de todas as vidas, as quais cria e mantém. É a força primordial por trás de todas as coisas. Traz renovação, e, pela meditação, transforma e vitaliza.
Tudo o que é impermanente é falso: juventude, poder, fama, a imagem vista. Imortais são os seres que encontram essa essência da eternidade. São os Iluminados. Pois, assim como o saber nas bibliotecas, o Caminho só existe quando é freqüentado. Quando a transformação não ocorre na essência, por dentro, nós fantasiamos por fora. E de que vale mudar por fora, se o interior permanece imutável.
Só a essência dos seres que andam, das estrelas que vagam, da natureza que frutifica e traz vida, só ela é autêntica.
por Clovis
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ouroboros, oroboro e uróboro é satanismo??? É mais divino que vc pensa ...
Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própria cauda". Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro. É possível que o símbolo matemático de infinito (∞) tenha tido sua origem a partir da imagem de dois ouroboros, lado a lado.
Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.
Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".
A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.
Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.
Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.
O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.
Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”.
Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.
Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fénix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.
Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.
Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.
Assim, esse antigo símbolo alquímico grego de uma serpente comer sua cauda. A obra mística The Chrysopoeia de Kleopatra tem um desenho da serpente Ouroboros comer sua cauda, com o texto "Um é tudo". Outro emblema ilustra os símbolos de ouro, prata e mercúrio entre dois concêntricos círculos com o texto "Um é a serpente que tem seu veneno de acordo com duas composições" e "um é tudo e através dele é tudo e por ele é tudo e se você tiver não tudo, tudo é nada." O símbolo do Ouroboros também foi interpretado como a unidade da sacrificer e sacrificado, relacionadas com o simbolismo da vida mística.
A símbolo remonta à cultura Mesolítico (Azilian) e apareceu no simbolismo do número de corridas. O texto gnóstico Pistis Sophia, descreve o disco do sol como um grande dragão com o rabo na boca. O escritor do século IV Horopollon afirmou que os egípcios representavam o universo como uma serpente devorando sua própria cauda, um símbolo da eternidade e da imortalidade, uma imagem também encontrada em gemas gnósticas.
Em alquimia, o dragão cauda-comer representou o guardião do Tesouro místico, simbolizado pelo sol. Alquimia foi destruir ou dissolver este guardião como um estágio no sentido de conhecimento sobre este tesouro.
Possivelmente o familiar símbolo Yin-Yang chinês está relacionado com a serpente devorando cauda — aqui os princípios masculino-feminino em toda a natureza realizam-se em equilíbrio.
Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.
Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".
A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.
Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.
Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.
O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.
Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”.
Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.
Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fénix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.
Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.
Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.
Assim, esse antigo símbolo alquímico grego de uma serpente comer sua cauda. A obra mística The Chrysopoeia de Kleopatra tem um desenho da serpente Ouroboros comer sua cauda, com o texto "Um é tudo". Outro emblema ilustra os símbolos de ouro, prata e mercúrio entre dois concêntricos círculos com o texto "Um é a serpente que tem seu veneno de acordo com duas composições" e "um é tudo e através dele é tudo e por ele é tudo e se você tiver não tudo, tudo é nada." O símbolo do Ouroboros também foi interpretado como a unidade da sacrificer e sacrificado, relacionadas com o simbolismo da vida mística.
A símbolo remonta à cultura Mesolítico (Azilian) e apareceu no simbolismo do número de corridas. O texto gnóstico Pistis Sophia, descreve o disco do sol como um grande dragão com o rabo na boca. O escritor do século IV Horopollon afirmou que os egípcios representavam o universo como uma serpente devorando sua própria cauda, um símbolo da eternidade e da imortalidade, uma imagem também encontrada em gemas gnósticas.
Em alquimia, o dragão cauda-comer representou o guardião do Tesouro místico, simbolizado pelo sol. Alquimia foi destruir ou dissolver este guardião como um estágio no sentido de conhecimento sobre este tesouro.
Possivelmente o familiar símbolo Yin-Yang chinês está relacionado com a serpente devorando cauda — aqui os princípios masculino-feminino em toda a natureza realizam-se em equilíbrio.
imagens extraídas de
"Le Monde à travers les OUROBOROS" - Serpents ou dragons qui se mordent la queue
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Sistemas Mágicos II
Segue um pouco mais da pesquisa feita, por um dos Cavaleiros sobre os diversos sistemas relacionados com a "Alta Magia".
Interessante ressaltar que esses que seguem nessa segunda postagem são oriundas das Ordens da 1ª postagem.
Sistema Aurum Solis
Uma variação do Sistema da Golden Dawn, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia Sexual - muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser muito potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden Dawn, exceto ter realizado uma simplificação na simbologia dos paramentos. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Denning e Osborne Phillips.
Sistema Salomônico (de Salomão)
Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências Planetárias, que serão Evocadas, ou Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos. É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as Ordens Ocultas hoje em atividade.
Sistema da Magia Planetária
Criado pelo grupo Aurum Solis, baseia-se em rituais destinados a Evocar ou Invocar os Espíritos Olímpicos, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.
Sistema Sangreal
Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca fundir a Tradição Ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um Sistema racional, que tem fascinado os mais experientes e competentes ocultistas da atualidade. A obra de Gray é extensa mas não excessiva, o que contribui para facilitar o estudo deste Sistema.
Sua principal característica é a de criar (dentro de cada praticante) um sistema solar em miniatura. A partir daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmo e no Macrocosmo de forma idêntica.
Sistema dos Tattwas
É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais representantes dos cinco elementos (Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar e Terra). Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão da mente - transformando-se, mentalmente, o desenho em um portal, daí penetrando indo mentalmente, em outras dimensões. É um eficiente método de auto-iniciação.
Sistema de Pathworking
Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos relativos às Esferas e Caminhos (Path em inglês significa Caminho) da Árvore-de-Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando viajar para as paragens habitadas por aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade - a auto-iniciação.
Assim segue ...
postaremos as demais relacionadas a Enoch e outros rituais.
Fraternalmente
FM_oc
Interessante ressaltar que esses que seguem nessa segunda postagem são oriundas das Ordens da 1ª postagem.
Sistema Aurum Solis
Uma variação do Sistema da Golden Dawn, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia Sexual - muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser muito potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden Dawn, exceto ter realizado uma simplificação na simbologia dos paramentos. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Denning e Osborne Phillips.
Sistema Salomônico (de Salomão)
Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências Planetárias, que serão Evocadas, ou Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos. É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as Ordens Ocultas hoje em atividade.
Sistema da Magia Planetária
Criado pelo grupo Aurum Solis, baseia-se em rituais destinados a Evocar ou Invocar os Espíritos Olímpicos, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.
Sistema Sangreal
Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca fundir a Tradição Ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um Sistema racional, que tem fascinado os mais experientes e competentes ocultistas da atualidade. A obra de Gray é extensa mas não excessiva, o que contribui para facilitar o estudo deste Sistema.
Sua principal característica é a de criar (dentro de cada praticante) um sistema solar em miniatura. A partir daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmo e no Macrocosmo de forma idêntica.
Sistema dos Tattwas
É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais representantes dos cinco elementos (Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar e Terra). Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão da mente - transformando-se, mentalmente, o desenho em um portal, daí penetrando indo mentalmente, em outras dimensões. É um eficiente método de auto-iniciação.
Sistema de Pathworking
Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos relativos às Esferas e Caminhos (Path em inglês significa Caminho) da Árvore-de-Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando viajar para as paragens habitadas por aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade - a auto-iniciação.
Assim segue ...
postaremos as demais relacionadas a Enoch e outros rituais.
Fraternalmente
FM_oc
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sistema de Ocultismo
Esse pequeno projeto vem de pesquisas sobre sistemas de ocultismos, o objetivo é despertar para o estudo e que as pessoas procurem saber sobre tais grupos, para que dessa forma não haja preconceito ou mal-entendimento.
Então iniciaremos, com os que segue abaixo:
Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)
É uma fusão rígida da Cabala prática com a Magia Greco-Egípcia. Seu sistema complexo de Magia Ritual é firmemente baseado na tradição medieval Européia. Há uma grande ênfase na Magia dos Números. Os paramentos rituais são de uma impressionante riqueza simbólica, bem como os rituais são bastante variados de acordo com a finalidade e o grau mágico dos participantes. Suas iniciações são por graus, começando pelo Neófito (0=0), indo até os graus secretos (6=5 e 7=4), alcançados, e conhecidos, por poucos. Até há bem pouco tempo, fora da Ordem pensava-se ser o 5=6 o grau máximo da Aurora Dourada. Curioso que na Golden Dawn não se praticava (nem se aceitava) a Magia Sexual.
Deste Sistema propagou-se o uso de Sigilos e Pantáculos, bem como ressurgiu o interesse pela Cabala, Numerologia, Astrologia e Geomancia. Além disso, sua interpretação e simplificação do Sistema-dos-Tattwas do livro As Forças Sutis da Natureza de autoria de Rama Prasad, permitiu uma grande abertura. Uma das mais importantes adições ao ocultismo ocidental, dada pela Golden Dawn, foi através de seu método de Criação de Imagens Telesmáticas.
Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)
Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que Aleister Crowley tomou o direcionamento que o faria criar este sistema), este Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados e pouco conhecidos. Tendo como ponto de partida o Liber al vel Legis (O Livro da Lei), ditado por uma Entidade não-humana (o Deus Egípcio Hórus - Deus da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas fronteiras, fazendo uma revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso, a Corrente 93, das Correntes Draconianas, Ofidioniana e Tifoniana.
Thelema, em grego, significa vontade.
Os Thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico o número 93. Os Thelemitas chamam aos ensinamentos contidos no Livro da Lei de Corrente 93. As duas frases mágicas dos Thelemitas são "Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei e Amor é a Lei", "Amor sob Vontade". Que dizem respeito aos mais sublimes segredos do Livro da Lei. As músicas A Lei e Sociedade Alternativa, de autoria de Raul Seixas, definem bem a filosofia Thelemita, que não tem nada a ver com as bobagens que andam dizendo por aí. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois equinócios, o que demonstra uma influência da Bruxaria.
Aleister Crowley foi iniciado na Golden Dawn; associou-se, após abandonar a mesma, com a A.:A.: (Argentum Astrum - Estrela de Prata), também chamada de Grande Fraternidade Branca, e com a O.T.O. (Ordo Templi Orientis - Ordem dos Templos do Oriente), as quais ele moldou de acordo com suas crenças e convicções pessoais. Muitos confundiram Thelema com Satanismo, o que é um imenso engano. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae Misticae), por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames próprios - como utilizar uma Árvore da Vida com doze esferas (exclui-se Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.
Há, porém, uma cisão da O.T.O, a O.T.O.A. (Ordo Templi Orientis Antigua - Ordem dos Templos do Oriente Antiga), ocorrida quando Aleister Crowley assumiu a direção da O.T.O. mundial; a O.T.O.A. mantém-se fiel à tradição pré-crowleyana, contendo em seu cabedal muitos ensinamentos do Vodu Haitiano. A O.T.O.A. é dirigida por Michael Bertiaux, cuja formação mágica é Franco-Haitiana. Foi ele, aliás, quem introduziu os ensinamentos de Crowley na O.T.O.A., tornando-a, assim, uma das Ordens Mágicas com maior quantidade de ensinamentos a dar. A O.T.O.A., além das Correntes citadas acima (Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana), também faz uso da Corrente Aracnidoniana. O sistema da O.T.O. também funciona por graus, indo desde o grau Iº até o VIIº, com muita teoria; daí, vem os graus realmente operativos, o VIIIº (Auto-Magia Sexual), o IXº (Magia Heteroerótica) e o XIº (Magia Homoerótica); existe ainda o grau Xº, que não é porém um grau mágico, mas político-administrativo, sendo seu portador eleito pelos outros portadores dos graus IXº e XIº (o candidato a grau X deverá ser um deles), tornando-se o líder nacional da Ordem. Aleister Crowley era portador do grau-mágico XIº da O.T.O..
Assim encerramos, espero que tenha sido esclarecedor e dessa forma acenda uma pequena fagulha de interesse na Gnose, servindo assim como um ponto inicial da procura...:::.:::...
Voltaremos depois com mais alguns sistemas...
FM-oc
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