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sexta-feira, 13 de abril de 2012

As partes do Poema Regius



No original, o documento não tem um nome específico, por essa razão , acabou tendo mais de um: Manuscrito de Halliwell, como referência a seu descobridor e ou intérprete, James Orchard Halliwell-Phillips; e Poema Régio ou Manuscrito Régio, pelo fato de ter pertencido à coleção de livros e manuscritos da Biblioteca Real Inglesa.

As partes:
O Poema Regius se compõem das seguintes partes:
1.
A Fundação da Maçonaria segundo Euclides;
2.
Introdução da Maçonaria na Inglaterra sob o reinado de Athelstan;
3.
Os Deveres: quinze artigos;
4.
Os Deveres: quinze pontos adicionais
5.
Relato de “os Quatuor Coronati”
6.
Relato de Torre de Babel
7.
As Sete Artes Liberais
8.
Exortação sobre a missa e como se conduzir na igreja;
9.
Introdução sobre as boas maneiras.



Aqui começam os Estatutos da Arte da Geometria segundo Euclides.
Aquele que quiser ler e pesquisar;
Pode encontrar, contada em um livro antigo.
A história de grandes senhores e belas damas
Que tinham um grande número de filhos muito sensatos,
Mas nenhum dinheiro para criá-los,
Na cidade, nos campos e na floresta,
Fizeram uma assembléia.
Por amor a seus filhos para decidir
Como ganhariam a vida
Sem preocupação nem angústia com o futuro
De seus numerosos descendentes
Que iriam nascer quando eles mesmos fossem apenas cinzas.
Eles iriam buscar os grandes sábios
Para que lhes fossem ensinados bons ofícios
Nós rezamos, por amor a nosso Senhor,
Para que nossos filhos façam belos e bons trabalhos
Para ganharem a vida,
Sem dificuldade, mas sim com honestidade e sem medo do dia de amanhã.
Naquele tempo, por meio da geometria,
Esse honesto ofício que é a maçonaria
Foi concebido
E organizado por uma nobre assembléia de sábios.
Esses sábios, conforme o desejo dos senhores, inventaram a geometria
E a denominaram maçonaria
Para que ela se tornasse o mais belo dos ofícios.
Os filhos dos senhores foram para junto do sábio
Para que ele lhes ensinasse o ofício da geometria.
Tarefa que desempenhou muito bem
Respondendo às súplicas dos pais e mães,
Ele os iniciou no oficio.
Quem aprendia melhor o ofício que os outros
E se mostrava honesto
Tinha mais direito à consideração.
Euclides era o nome do grande sábio.
Célebre ele se tornou.
Ele fez com que aquele que soubesse muito
Instruísse aquele que sabia menos
Para que todos fossem perfeitos no ofício.
Sim, eles deviam instruir uns aos outros
E amar-se como se amam Irmãos e irmãs
Ele disse que aquele que fosse mais bem formado
Seria chamado Mestre.
Para que fosse reverenciado
É assim que devia ser chamado.
Um maçom nunca deveria chamar
Alguém do ofício
A não ser de Irmão,
Mesmo que ele não seja muito hábil.
Entre os maçons deve reinar o amor,
Pois todos são de nobre linhagem.
O ofício da maçonaria teve seu início
Quando o sábio Euclides em sua grande sabedoria
Fundou o ofício nas terras do Egito
Foi em terras do Egito que ele transmitiu
Seu ensinamento.
Isso durou um longo tempo
Até que o ofício viesse para nosso país.
O ofício chegou na Inglaterra
Quando reinava o rei Athelstan.
Ele mandou construir castelos e edificações,
Altos templos extraordinários
Para deleitar-se, de dia ou à noite,
E para reverenciar Deus com toda a sua alma.
O bom senhor amava o ofício
E empenhava-se em fortalecê-lo,
Pois ele havia observado uma certa fraqueza.
Ele ordenou, portanto, que se buscasse no país
Os maçons de ofício
Que foram até ele
Para corrigir essas imperfeições de seus conselhos.
Reuniram-se homens de diferentes classes,
Duques, condes, barões,
Cavaleiros, escudeiros e muitos outros,
Do mesmo modo, os burgueses da cidade.
Todos estavam lá, conforme sua classe,
Para definir os estatutos dos maçons.
Eles uniram seus espíritos
E desempenharam bem sua tarefa.
A Fundação da Maçonaria segundo Euclides;

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Schott’s model of Solomon’s Temple

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Solomon’s Temple.
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by Gerhard Schott, (Rylands, W.H.).


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T HE following is a translation very kindly made by Bro. Speth, of a letter I received in reply to a request for information about Schott and his Model; and I only regret that it was not possible for it to appear with the other communications on the same subject, recently printed in the volume of Transactions. <><> <><> <><>
The very complete and interesting history so courteously and kindly furnished by Dr. Hagedorn, adds to our knowledge, and decides the question as to the present home of the model. <><> <><> <><>
W. H. RYLANDS.


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RECORD OFFICE
of the Free Hanse City
HAMBURG.
Hamburg, 20th October, 1899.
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To W. H. RYLANDS: Sec. of the Soc. of Bib. Arch., London.

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In reply to your favour of the 7th of this month, I beg to inform you that the Connsellor (Rathsherr) Gerhard Schott was born in Hamburg on the 16th April, 1641, and died in this city on the 25th October, 1702. Short biographies may be found in the "Lexicon der Hamburgischen Schriftsteller," vol. vii., and in the "Allgemeine Deutsche Biographie," vol. xxxii. <><> <> <><> <> <><> <>
A careful examination into the question of the Model of Solomon's Temple executed by Schott, was published by Dr. F. Chrysander in the Middal Edition of the "Hamburgischer Correspondent" of the 4th February, 1890. According to this, the reason why this work of art was constructed is to be found in the Opera "The Destruction of Jerusalem," which appeared in two parts in 1692. Part 1. deals in three acts and a prologue with the taking of the Temple; Part II., in three acts, with the conquest of Mount Zion. The conclusion of the first part includes scenes in and before the burning, Temple. The composer of the libretto of the opera was Christian Heinrich Postel, the foremost poet of the Hamburg, or even of the older German, Musical Drama: the music was by the Kapell-meister F. G. Conradi. A copy of the text is preserved here in the City Library. <><> <> <><> <> <><> <>
Chrysander goes on to state that at first the public were by no means satisfied with the scenery at the conclusion of the first portion. This consideration, combined with a religious bent of mind, with the general admiration, at that period, of the Temple as an architectural masterpiece, with a genial devotion to the scenic decorations of his musical plays, caused in Schott, who was the founder, manager, and proprietor of the opera-house, the determination to reproduce the whole Temple, with all its personnel, sacrifices and eeremonial, in actual model form. <><> <> <><> <> <><> <>
Chrysander follows two separate accounts. First, the English description of the Model, published in London in 1725, which was sold to the visitors to the exhibition of the Model at half-a-crown: and secondly, the account of Zacharias Conrad von Uffenbach, in his "Merkwürdige Reisen durch Niedersachsen, Holland und Engelland," II, UIm 1753, p. 115 et seqq., who, on the occasion of a visit to Hamburg in 1710, examined carefully the model which then stood behind the theatre. Chrysander considered that the copy of the English description which is in our Library was the only one in existence. I presume, however, from, the tenour of your letter that you also have a copy before you. <><> <> <><> <> <><> <>
The period of fifteen years mentioned therein as having been devoted to the construction of the model was declared by Chrysander to be an error, because Sebott died in 1702, scarcely eleven years after the first representation of the opera. Uffenbach, who gives extended accounts of the model itself, its production and cost, speaks only of six years for its preparation. But he expressly mentions that it was prepared for use at the presentation of an opera dealing with the destruction of the Temple, <><> <> <><> <> <><> <>
Reasoning from this account by Chrysander one would come to the conclusion that the model had probably been executed in the years 1693-1698. But as against this is the fact that it is spoken of as a finished work, standing in a special building, as early as March 1694. Our Record Office is in possession of a contract of the 14th March, 1694, hy which Schott leases for five years to Jacob Kremberg his opera-house with all thereto pertaining, And in the inventory atfacbed thereto the Temple and the building in which it stands are explicitly excluded, because these are a thing apart and not pertaining to the theatre. On the other hand it may be taken as certain that the model was executed for the representation of Postel's opera, and that this took place at the earliest in 1692, simultaneousiv with the issue of the printed libretto, which was intended for the use of the audience. The execution of the model for use at the representation of tbe musical drama is also vouched for by Stelzner's "Attempt at a trustworthy account of the ecclesiastical and politic state of the City of Hambarg," III., p. 1122, (1733). <><> <> <><> <> <><> <>
We are therefore constrained to assume either that much less time was consumed in the preparation of the model than is stated by the various accounts, or that the opera of Postel was finished, or at least planned, many years before its first production in 1692, and that the model intended to be used thereat was began a long time beforehand. <><> <> <><> <> <><> <>
At subseqaent, reproductions it does not appear to have been used, and stood probably in 1710, when Uffenbach saw it, in the same, special building behind the theatre which it occupied in 1694. The heirs of Schott wished to sell it, but were long before finding a buyer willing to pay a price corresponding to the heavy cost of its production. Finally the model was bought by an Englishman who carried it to London. The biography of Schott, already alluded to in the "Allgemeine Deutsche Biographie," vol. xxxii., edited by my predecessor in office, Dr. Otto Beneke, says that the sale took place in 1717, but I am at this moment unable to prove upon what authority this statement is based. <><> <> <><> <> <><> <>
The further adventures of the model are not known to me. This much only is certain: that it is now in the collection of the Royal Saxon Antiquaries Association at Dresden, (see " Mittheilungen des Vereins für Hamburgische Geschichte," XIII., p. 125.) These collections were re-opened to the public by decree of 22nd October, 1890. An account of them in the "Dresdener Journal" of the 25th October of that year makes special mention of the model of the Temple of Solomon, and remarks that after many wanderings it had come into possession of the Society of Antiquaries, who now for the first time were in a position to put it together. Respecting these "many wanderings" of the model the Royal Society of Antiquaries (Königlich säcbsischen Alterthums-Verein) would therefore probably be able to give you some information. <><> <> <><> <> <><> <>
Secretary to the Senate, Keeper of the Records,
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HAGEDORN, DR

Quatuor Coronati


Esta Loja, registrada sob o nº 2076 na Grande Loja Unida da Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de assuntos sobre Maçonaria.

Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os “Arts Quatuor Coronatorum” são totalmente aceitos como os mais competentes no assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo.

A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de publicações de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old Charges, etc.

Os “quatuor coronati” (os quatro mártires coroados, apesar de que na verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.


 
A breve estória sobre eles é a seguinte:

O Imperador Dioclesiano visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais altamente qualificados na “Arte de Esquadrejar Pedras”. Eles eram Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.

Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados em caixões de chumbo e jogados no rio.

Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por açoitamento até a morte.

Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos “Quatro Mártires Coroados” (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o total de nove mártires.

A referencia de estarem sendo “coroados” se presume estar ligado com o dito popular “a coroação do mártir” dando a entender as ricas gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.
Ir.: Alvaro Ferreira

Poema Regius

Como o próprio nome diz, é um poema, muitas vezes chamado de “Manuscrito Regius” ou “Manuscrito Halliwell”. É considerado o mais antigo documento manuscrito dos “Antigos Deveres” (Old Charges) da Francomaçonaria.


É datado de aproximadamente 1390 e está escrito em ingles arcaico, sendo, portanto, difícil de ser lido sem ajuda de especialistas. Está preservado no Museu Britânico para qual foi presenteado pelo Rei George II.

Sua importância não foi reconhecida até 1840 quando a primeira versão foi imprimida por J.O Halliwell. A razão de ter sido, por longo tempo, não reconhecido como um documento Maçônico, foi porque ele estava indexado com o título de “Um Poema de Deveres Morais”.

O Manuscrito Regius foi recentemente reimprimido por Knoop, Jones e Hamer no artigo “Os Dois Mais Antigos Manuscritos”. A tradicional história nessa versão, começa com a estória de Euclides e em adição, instruções Maçônicas que contêm muita orientação, em geral, comportamental e algumas de cunho religioso.

O Manuscrito Regius contém, também, a lenda do “Quatuor Coronati” versando sobre os quatro mártires coroados.
(artigo extraido de livros Neo Zelandeses).
Ir.: Alferio 

domingo, 8 de abril de 2012

Crsitianismo = Platonismo, por Nietzche

 
 
De acordo com Nietzsche, tanto o platonismo quanto o cristianismo são ascéticos, negadores da vida. Nessa forma de encarar a existência, o mundo terrestre é visto como um vale de lágrimas, contrapondo-se ao mundo de felicidade eterna no além. O Sócrates próximo da morte, descrito no Fédon de Platão, deixa isso muito claro quando afirma que

a alma, aquilo que é invisível e que se dirige para um outro lugar, um lugar que lhe é semelhante, lugar nobre, lugar puro, lugar invisível, o verdadeiro país de Hades [...] país do Deus bom e sábio, lá para onde minha alma deverá encaminhar-se dentro em breve, se Deus quiser...[1].

Na visão de Nietzsche, Sócrates foi cristão antes do cristianismo. Ele teria sido o primeiro filósofo da moral: “Quando a melhor época da Grécia acabou, vieram os filósofos da moral: a partir de Sócrates, com efeito, todos os filósofos gregos são, antes de tudo, e no mais profundo de si mesmos, filósofos da moral”[2]. Sócrates questionou a legitimidade dos deuses gregos, exaltou incondicionalmente as virtudes, a justiça, o bem e a felicidade. Mas que relação há para Nietzsche entre a moral socrática, a moral judaica e a moral cristã?



Nos parágrafos 24 a 26, do “Anticristo”, Nietzsche faz uma análise da história dos judeus buscando entender a origem do cristianismo: “Limito-me a tocar aqui somente o problema da origem do cristianismo”[3]. Nietzsche entendia que Javé, o Deus nacional de Israel, formava uma unidade com o povo. Ele era o Deus da justiça e dele se esperava a vitória e a salvação. O povo lhe era grato pelo êxito político, pelas chuvas e pela prosperidade na agricultura e na criação do gado. Com o exílio, o “povo eleito” teria perdido a unidade com o seu Deus, já que não era mais possível compreender como um Deus justo poderia permitir tamanho infortúnio. Para Nietzsche, ao invés de abandonarem o seu Deus, “a noção que se possuía dele foi modificada – sua noção foi desnaturada [...] não era mais que um Deus no condicional...”[4]. Com isso, a noção de Deus se tornou um instrumento nas mãos dos sacerdotes, que passaram a interpretar toda a felicidade como recompensa e todo o castigo como resultado da desobediência: “uma vez que se eliminou do mundo, com a recompensa e com a punição, a causalidade natural, torna-se necessária uma causalidade antinatural”[5]. Para Nietzsche estaria aí o surgimento da moral judaica.



O cristianismo, uma espécie de “instinto judaico redivivo”[6], teria como representante o apóstolo Paulo, judeu de nascimento e pertencente a seita dos fariseus. Para Nietzsche, fora Paulo e não Jesus o fundador do cristianismo: “O que Paulo levou a termo, com o cinismo lógico de um rabino, era contudo simplesmente o processo de degradação que havia começado com a morte do Salvador”[7].


Viver no além e desfrutar de uma vida pura longe das paixões terrenas era um sonho vivenciado tanto por Sócrates, cerca de 400 anos antes de Cristo, como por Paulo, no século primeiro. A moral cristã, nascida a partir de uma matriz judaica e apoiada pela filosofia socrática[8], teria se perpetuado na civilização ocidental, niilista, por desejar o "nada". Tal projeto impulsionaria o homem a negar o querer-viver em detrimento de uma "vida imaginária".



Cristianismo sem dualismo platônico. Será?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O que significa Brethren???

A palavra "Brethren" é uma antiga forma do plural de "brother", e não é usada em circunstancias normais. Ela é usada com frequencia para distinguir "irmãos de sangue" e "irmãos" membros de comunidades religiosas ou fraternais, que é o caso da Maçonaria.

É encontrada principalmente nos Rituais ingleses (incluindo Nova Zelandia) e Rituais americanos. Outras fraternidades, distintas da Maçonaria, também a usam. Parece haver um senso comum em usá-la, e seu uso frequente e continuado, o justifica amplamente.
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Calendário Maçonico

Agora uma ajuda aos secretarios...

O calendário maçonico... utilizem... !!!

1º mês: “Nisan”de 21 de março a 20 de abril
2º mês:“Icar” de 21 de abril a 20 de maio
3º mês:“Sivan”de 21 de maio a 20 de junho
4º mês: “Tamus”de 21 de junho a 20 de julho
5º mês: “Ab”de 21 de julho a 20 de agosto
6º mês: “Elul”de 21 de agosto a 20 de setembro
7º mês: “Etramon” de 21 de setembro a 20 de outubro
8º mês: “Maskevan” de 21 de outubro a 20 de novembro
9º mês : “Crisleu”de 21 de novembro a 20 de dezembro
10º mês: “Thebet” de 21 de dezembro a 20 de Janeiro
11º mês: “Sabet” de 21 de Janeiro a 20 de fevereiro
12º mês:“Adar”de 21 de fevereiro a 20 de março

A antiga Oraçao Celta


Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!


Bom meditação!!!

O que dizem os números...??? Deixe-me contar...


Adorar os números talvez fosse menos terreno que adorar pedras ou árvores. Algo quase divino! Pitágoras dava a eles, os números, um sentido tão profundo quanto obscuro, e seus adeptos consideravam um dever piedoso honrar seu velho mestre que, aliás, ainda tem seguidores. Pitágoras ensinava a transmigração das almas e a abstenção de várias práticas, inclusive a de comer carne, certamente por acreditar na possibilidade da reencarnação da alma humana em animais. Sorte dos homens, eu diria, aliás, se pudessem evoluir tanto! Os pitagóricos, curiosamente, valorizavam mais o limitado que o ilimitado, relacionando ao primeiro desses conceitos os números pares e ao segundo, os números ímpares. O caráter dual das coisas era superado pela tese da uma grande unidade harmônica do universo, coisa típica do pensamento místico. No século IV a. C., Hipasus, membro de uma dessas sociedades que adoravam números, foi, — ao que se diz, — afogado numa banheira, por ter transmitido a um leigo algumas verdades matemáticas.
Diz um renomado autor que:

"Eis, de acordo com os discípulos de Pitágoras, a lista das dez únicas oposições fundamentais do universo: limitado e ilimitado; par e ímpar; unidade e multiplicidade; direita e esquerda; masculino e feminino; repouso e movimento; reta e curva; luz e escuridão; bom e mau, quadrado e retângulo".

Logo, tratou-se mesmo de um culto, onde nem mesmo cerimônias exóticas deixavam de ter lugar :

“Abençoai-nos, número divino, que gerastes os deuses e os homens. Ó santo tetraktys, que encerrais a raiz e a fonte do eterno fluxo criador”.

Examinem os ensinamentos dessas Irmandades. O um representava a razão, e era o mais forte de todos os números. O dois representava a opinião. O quatro, a justiça. O cinco, o matrimônio, pois que constituído pela fusão de três, primeiro número macho, e de dois, primeiro número fêmea. Nas propriedades do cinco residia o segredo da cor. Nas do seis, o segredo do frio. Nas do sete, o segredo da saúde. No número oito residia o segredo do amor, isto é, três (potência) somado a cinco (casamento). Supunha-se que as distâncias entre as estrelas formavam uma série de números harmônicos, análogos aos comprimentos dos fios dos primitivos instrumentos de corda. Daí a expressão tão conhecida entre nós de “harmonia das esferas”. Depois confirmada pela teoria de T. BODE.
Os números também podiam ser "amigos". Como alguém perguntasse a Pitágoras o que era um amigo, esse respondeu: “Alguém que é o 1 de outro, por exemplo, 220 e 284”. Com isso o matemático quis dizer que todos os divisores de 220 (1,2,4,5,10,11,20,22,44,55 e 110) perfazem juntos 284.
O culto dos números é coisa bem antiga. Hindus e hebreus já tinham, antes de Pitágoras, seus números perfeitos e seus números amicais. Os seis dias da criação e os vinte e oito do mês lunar ilustram à perfeição o plano da providência. Nem Santo Agostinho deixou de compreender esse anseio de perfeição, quando afirmou “ter Deus criado todas as coisas em seis dias, por ser o seis um número perfeito”.
Assim os números dizem quem vc é? Certamente não, mas poderão servir de Oráculo para muitos que utilizam ainda como ciência.

sábado, 31 de março de 2012

De como vencer na Maçonaria, sem fazer força.

 


Por José Castellani...

De como vencer na Maçonaria, sem fazer força.
Depois de muitos anos na Maçonaria brasileira, vendo carreiras meteóricas e ascensões fulminantes de homens medíocres, sem cultura geral e maçônica, sem vivência dentro da Instituição e sem trabalhos de vulto, em benefício dela, creio que posso dar, aos novos maçons, que queiram enquadrar-se nessa situação, a receita de como possuir altos graus e cargos elevados, sem o tempo necessário e legal e sem fazer força. É claro que essa receita é, apenas, para as mediocridades, que não possuem capacidade suficiente para subir por seus próprios méritos. Eis as regras, bem simples:
01)- Faça muitos exercícios de contorcionismo, para que sua coluna vertebral torne-se bastante flexível, permitindo dessa maneira, grandes curvaturas aos que lhe são hierarquicamente superiores dentro da Ordem.
02)- Exercite, também, os seus joelhos, para que eles aguentem as genuflexões aos detentores do poder.
03)- Acostume sua cabeça a balançar, apenas, no sentido vertical e nunca no horizontal, para que possa concordar com tudo o que os seus superiores hierárquicos, na Loja, ou na Obediência, desejarem.
04)- Bater palmas aos que estão acima, sempre ajuda: exercite as mãos.
05)- Seja sempre o primeiro no cortejo da bajulação, no cordão dos puxa-sacos dos detentores dos poderes simbólicos e dos altos graus, desde que, é óbvio, eles gostem de bajulações.
06)- Nunca diga “não”. Seja como a boa prostituta e concorde com tudo, pois negócio é negócio.
07)- Seja sempre bonzinho com todos, fale mansa e suavemente, sem nunca alterar a voz: não dê palpites, não emita opiniões, não queira dar demonstrações de cultura e todos acharão que você é o máximo.
08)- Procure conseguir alguns titulozinhos “profanos” mesmo sabendo que a mediocridade não merece títulos, rastejando e implorando é possível consegui-los. O trabalho compensa, pois os títulos, mesmo imerecidos, impressionam os basbaques.
09)- Acima de tudo, e esta é a regra principal, esteja, sempre, com quem está por cima. Se, todavia, aquele que estiver por cima vier a cair, não hesite em ser volúvel: mude de amo, pois a sua vaidade terá que ser maior que a sua dignidade.
10)- Não seja independente, pois Maçom independente só sobe pelos seus próprios méritos e com esforço; além de tudo, independência é apanágio de quem tem dignidade, brio e não é medíocre, não precisando, portanto, de todas essas regras.
Seguindo essas dez simples regras, é possivel, em pouco tempo, chegar aos mais altos graus (nesse caso, uma boa conta bancária também ajuda), em detrimento de Irmãos mais antigos e mais capazes, e subir aos altos cargos simbólicos, com exceção do Grão-Mestrado, pois os títeres só servem para sustentar os Grão-Mestres e nunca para tomar-lhes o lugar.
Quem fizer tudo isso, será, logo, um figurão dentro da Instituição e mesmo que não possua suficiente cultura, será um bom enganador, pois todos acharão que a possui.
A existência desses figurões fabricados, todavia, é motivo de grande desgaste, para a Maçonaria, pois ela repete, no caso, um dos grandes erros da sociedade “profana”, que é a inversão de valores; além disso, ocupando altos cargos na Ordem e sendo reconhecidos como medíocres lá fora, eles depõem contra a própria Instituição. Há alguns anos, um amigo e Irmão “adormecido”, portador de vasta cultura e reconhecidamente capaz, perguntou-me, a respeito de um conhecido comum nosso: - “Qual é o cargo que Fulano ocupa no Grande Oriente?” Quando eu lhe respondi, ele, atônito, exclamou: - “Puxa! Esse indivíduo, multiplicado por dois, não forma meio burro! Como vai mal a nossa Maçonaria!” - Era bobagem eu tentar explicar como o “indivíduo” conquistou o cargo. Ficaram, apenas, a vergonha e o desencanto, próprios de quem é Maçom de brio e não gosta de ver deturpada a imagem da Maçonaria Nacional.
Em 1974, como responsável pelo Boletim da Loja “Lealdade à Ordem”, da qual fui idealizador e fundador, fiz uma crítica, abordando a mediocridade da assessoria do Grande Oriente de São Paulo ligado ao GOB, já que é notório que os cargos de confiança nem sempre levam em conta a capacidade, mas servem, mais, para premiar “os amigos do rei”. A crítica tinha endereço certo: era dirigida a dois “Grandes” Secretários; todavia, todos enterraram a carapuça até os joelhos. O Grão-Mestre estadual da época disse-me, então, que eu havia ofendido a toda a cúpula. Ora, se toda a tal cúpula sentiu-se “ofendida” é porque eu, realmente, me enganara: a mediocridade era total e não de apenas dois Secretários, pois quem não era, realmente medíocre, não poderia sentir-se atingido. Certamente todos seguiam o conselho da sabedoria antiga “Nosce te ipsum” (tradução latina da inscrição grega encontrada no frontispício do templo de Apolo, em Delfos), que significa: “Conhece-te a ti mesmo”.
Com o conhecimento desse fato, muitos poderão perguntar-me se a atual crítica também tem endereço certo. E eu responderei, imitando um antigo político brasileiro: “Nem sim, nem não, muito pelo contrário; deixemos, aos pavões, o benefício da dúvida”. Os homens brilhantes, que estão nos altos escalões da Maçonaria Nacional e que representam a maioria, não se sentirão atingidos. O resto? Bem, o resto… é o “resto”!
Cabe, aqui, entretanto, uma advertência final: não confundir subserviência com fidelidade, pois qualquer Maçom pode ser fiel a um dirigente maçônico, sem ser servil , sem se desfazer da vontade própria, sem prostituir a sua consciência e sem ter a docilidade de um fantoche. A fidelidade consiste em dar apoio, mas não aplaudir e avalizar os erros, pois o verdadeiro amigo, o amigo fiel, chama a atenção para os erros e suas consequências, impedindo que eles sejam cometidos. Um Grão-Mestre democrático ouve os que o cercam e toma as suas resoluções de acordo com a maioria, formando uma liderança coletiva, base e sustentação da moderna democracia. Uma assessoria que, por mera adulação, se comporta como um rebanho de carneiros, é altamente deletéria, é a negação da liberdade de consciência, é o primeiro passo para uma nefasta ditadura, incompatível com o espírito maçônico de LIBERDADE.

Ir.·. José Castellani
Consultório Maçônico II

“Tábua Esmeraldina” de Hermes Trimegisto.

Para um Frater que me ligou ontem pedindo a Tábua...:


“Tábua Esmeraldina” de Hermes Trimegisto.

Isto é complexo, mas é verdadeiro sem mentiras:
Tudo o que está aqui embaixo também está no alto;
também no alto está o que está embaixo,
pois tudo é obra de uma só coisa.
Todas as coisas vieram e vem de uma,
da qual tudo nasceu e à qual tudo se ajustou,
pois tudo se adaptou a ela, a Causa Ùnica.
O Pai de tudo, que é a realidade, que é o querer do universo,
Aqui está, com sua força total convertida em Terra.
Se quiserdes saber o segredo dessa força suprema,
deveis separar a terra do fogo,
o fino e sutil do espesso e grande,
Suavemente e com todo cuidado.
Sobe da terra ao céu e, dali, volte à terra,
para receber a força do que está em cima e
do que está embaixo.
Assim, receberás a luz de todo o mundo
e as trevas se afastarão de ti.
Esta é a força de todas as forças, que vencerá tudo o que é sutil,
como vencerá tudo quanto é grande,
e que penetrará em tudo o que é sólido e palpável.
Portanto, o mundo pequeno está feito,
à semelhança do mundo grande.
Assim e desse modo, ocorrerão mudanças prodigiosas.
Por isso me chamam Hermes Trimegisto,
Pois possuo as três partes da Sabedoria de todo o mundo.
Terminado está o que disse sobre a Obra do Sol.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Perfeito e sublime Maçom...



Ao Supremo Arquiteto do Universo, sob o símbolo sagrado do Delta.

Soberano e G.'.A.'.D.''.U.'., de quem são conhecidas todas as nossas palavras e pensamentos! Permiti que a vós ofereçamos a sincera homenagem de nossas mais expressivas graças e fervorosa gratidão pelos favores e benefícios com que nos brinda vossa infinita bondade; pela vida, saúde e força que nos concedeis; por nos livrar da indigência e do desamparo; pelos gozos naturais com que haveis cercado nossa existência; pelo esplendor do céu; pela luz, pelo ar, verdes plantas, belas flores e águas móveis; pelo amor de nossos parentes, lealdade de nossos amigos; simpatia dos bons e estima dos justos; por tudo aquilo que é a causa de nossos gozos e pelas grandes virtudes que nos guiaram a outro mundo melhor e mais perfeito.



HISTÓRICO
Terminados os trabalhos do Templo de Jerusalém, os maçons empregados na sua construção adquiriram justa e merecida celebridade. A ordem a que pertenciam se estabeleceu então sob bases mais regulares e uniformes. Os escrúpulos que começaram a observar na admissão de novos membros levou-os ao mais alto conceito, sendo o mérito do candidato a única finalidade visada. Guiados por estes princípios, muitos dos Grandes Eleitos, ao deixar o Templo depois de sua dedicação ao trabalho, dispersaram-se por países circunvizinhos, iniciando a todos aqueles que achavam dignos em outros graus da antiga Maçonaria. Concluíram-se os trabalhos daquele edifício no ano 3000 da criação. Salomão ficou satisfeito com sua obra e a admiração universal o acolheu por toda parte.

Não obstante, com o transcurso do tempo, e já numa idade algo avançada, abandonou o Rei a sabedoria que lhe havia cumulado tantos favores, ensurdeceu à voz do Senhor e sua conduta não foi a de outros dias, senão que irregular e extravagante.

Envaidecido por haver levantado um Templo a seu criador, de uma suntuosidade e magnificência jamais vistas, e fascinado com seu grande poder, entregou-se a toda sorte de vícios; desdourou seu prestígio do passado com uma vida licenciosa e depravada. Profanou o Templo e adorou nele a estátua, o ídolo de Moloch, com olvido e menosprezo do culto que devia ao erdadeiro Deus.

Horrorizando-se, os Grandes Eleitos e Perfeitos Maçons, do estranho proceder de seu primeiro Grande Mestre, temeram que semelhante apostasia pudesse acarretar grandes males, sobretudo a vingança dos inimigos de Salomão, cuja cólera havia este inutilmente provocado. O povo de Israel, que imitava a conduta de seu Rei, transformou-se, como este, em orgulhoso e idólatra e desdenhou também pelos ídolos o culto do Deus único.

Tal foi a causa do castigo que depois experimentou Israel quando, na sucessão de vários de seus reis que se seguiram a Salomão e, como ele, foram desobedientes, inspirou o Senhor a Nabucodonosor, Rei da Babilônia, que tomasse vingança do Reino de Judá. Com efeito, enviou este príncipe um exército, sob o comando de seu capitão de guarda, Nebuzaradam, que entrou na Judéia, saqueou Jerusalém, arrasou suas muralhas, e incendiou e destruiu completamente a bela obra do Templo, conduzindo à Babilônia os habitantes da cidade que haviam escapado à desolação e os vasos de ouro e prata e demais ornamentos sagrados, e tudo quanto encontrou digno de formar parte do saque. Isso ocorreui no 11º ano do governo de Zedecias, Rei de Judá, após um sítio de oito meses e aos 470 anos, 6 meses e 10 dias da dedicação do Templo.

Moral do Grau: Os contratempos e dificuldades, por grandes que sejam, não devem desalentar nossos IIr.'. nem afastá-los do caminho da perfeição.


por Aprendiz 33.:

Cagliostro e o seu Rito...



José Bálsamo, o célebre Conde de Cagliostro (1743-1795), aventureiro italiano, foi uma figura muito conhecida na corte do rei Luís XVI da França. Sua fama foi tal que o romancista francês Alexandre Dumas (pai) deu-se ao trabalho de relatar suas façanhas na obra Memórias de um médico. Deixar de falar dele, pois, ainda que decorridos séculos de sua morte ― se é que não se regenerou! ― seria uma imperdoável omissão.
Muitos o conhecem até os dias de hoje, especialmente pelo rito egípcio que criou para sua própria maçonaria, além de também haver fabricado ouro, fazendo de trouxa ninguém menos que o próprio Cardeal de Rohan.
O Grande Copta, ― como era conhecido, ― acabou preso, o que deu origem a um dos mais famosos processos da história judiciária. A acusação que lhe foi feita era de pertencer à maçonaria, onde foi recebido como Conde Alessandro de Cagliostro, em sessão que teve lugar na estalagem King's Head em 12 de abril de 1777. Esse fato é histórico. Caliostro, porém, queria ser chefe, e não tinha vocação para permanecer como simples "irmão". Deveria fundar uma Loja apenas sua, uma maçonaria própria que lhe fosse peculiar: a maçonaria egípcia que, aliás, existe até hoje. Fundou-a efetivamente, e isto ele reconheceu perante seus juízes. Esta passagem reproduz o interrogatório a que respondeu no processo, quando indagado se criara de fato a tal maçonaria egípcia da qual se fez o grande mestre:
— Estava escrito, — disse ele.
— Por quem? — perguntaram-lhe seus juízes muito naturalmente.
— Pelo Grande Copta, — respondeu Cagliostro, acrescentando que recebera a iniciação durante uma visita que fizera ao Oriente.
— E quem é o grande copta?
— É o mestre dos mestres, o chefe espiritual, — responde.
— De onde veio ele?
— Regressando de século em século, é o profeta Elias.
Bem, a realidade não era tão misteriosa. Cagliostro encontrara sua maçonaria egípcia junto ao estabelecimento de um modesto livreiro de Londres, num livro cujo autor era George Copston. Seja como for, foi uma maçonaria que prosperou, conseguindo reunir adeptos e adeptas, todos à procura da "regeneração espiritual":
— Que coisas promete aos seus fiéis a maçonaria epipciana?
—A regeneração espiritual, — responde o réu interrogado a 28 de maio de 1790.
O acusado não explica exatamente o que vem a ser essa regeneração, mas testemunhas ouvidas durante a instrução o fazem. Tratava-se de conferir aos fiéis a "espiritualidade de 5557 anos", perspectiva sedutora que, todavia, implicava em alguns ligeiros incômodos. Vale a pena conhecer a fórmula, muito embora eu não aconselhe ninguém a experimentá-la.
Em primeiro lugar, o aspirante deveria submeter-se a 40 dias de jejum, a cada 50 anos, mais precisamente durante a lua cheia do mês de maio. Como alimento, apenas ervas refrescantes e laxativas (!), bebendo apenas água destilada ou da chuva. É verdade que, às vezes, o aspirante podia ingerir um biscoito ou um pedaço de casca de pão. No décimo sétimo dia, o infeliz era submetido a uma sangria e, a contar daí, até o trigésimo segundo dia, tomaria "seis gotas brancas" — de natureza até hoje misteriosa, — antes de levantar ou deitar. Outra sangria então. Depois, deveria engolir um grão misterioso que seria "o primeiro grão de matéria prima, aquele mesmo que fora criado por Deus para tornar o homem imortal, e cujo conhecimento desaparecera em conseqüência do pecado original".
Após um período de torpor que durava horas, — coisa que não é de se estranhar, — havia episódios de convulsões, suores abundantes e evacuações não menos abundantes. Poderia tomar um caldo e, então, chegar finalmente ao 40º dia... regenerado, ou morto, não é?
Não se sabe quantos obtiveram assim a tal da regeneração alquímica. O ritual descrito, entretanto, não é um original do Conde de Cagliostro, pois Svedenborg e Saint-Germain já o recomendavam antes de nosso Copta.
O estranho universo dos Mestres nos traz de tudo e, sendo o passado apenas memória, o resgate dessas figuras nos pede muita imaginação para ouvir suas histórias, que podem ser trágicas como a de Gille de Rays, hilariantes como a de César, o vigarista, intrigantes como a de Flamel, Paracelso, e muitos outros cujo nome nem sempre nos ficou.
São histórias que deveriam começar sempre com era uma vez, porque, para ouvi-las e para contá-las, é preciso uma disposição especial, e, sem dúvida, algum senso de humor, uma pitada de paixão, muita curiosidade e, ― por que não? ― a singela alegria de quem descobre como um mundo tão trágico pode ser divertido às vezes.

Estalos em Maçonaria

Os ESTALOS são costume dos maçons do Rito Moderno ou Francês, pelo menos aqui no Brasil, já que tal uso não é conhecido em outros países. Ao pronunciarem as palavras da aclamação próprias do Rito, no caso – “liberdade, igualdade e fraternidade” – produzem estalos com os dedos polegar e médio, à altura do ombro esquerdo, do ombro direito e da fronte, formando um triângulo. Os “estalos” são também utilizados como uma forma discreta de aplauso, o que - segundo NICOLA ASLAN – não parece digno de ser recomendado.
Ouvi dizer que esse hábito tinha em vista substituir o ruído dos aplausos por um som menos extravagante, com a finalidade de preservar a discrição das cerimônias que tinham lugar no interior do templo, evitando assim provocar a curiosodade profana.

Alta Venda - Carbonário

Alta Venda
"Todo Carb.’. é uma Árvore em constante “poda” e aperfeiçoamento,
primando por ser madeira de melhor qualidade.
Esta Árvore, representa o pag.’., em seu estado mais impuro e
deprimente. Ao buscar o ingresso na Ord.’., o pagão aspira salvar o que ainda lhe resta de aproveitável nesta árvore que o representa".

INICIAÇÃO

Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
Neófito, não há morte.

Fernando Pessoa

PORQUE NÃO SOU MAÇOM

PORQUE NÃO SOU MAÇOM

HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS, UM AMIGO EMPRESTOU-ME UM PEQUENO LIVRETO INTITULADO “POR QUE NÃO SOU MAÇOM?”. APÓS TOMAR CONHECIMENTO DA MINHA CONDIÇÃO DE MAÇOM, ELE PREOCUPADO COM O MEU BEM ESTAR ESPIRITUAL, RESOLVEU REVELAR-ME OS PERIGOS QUE ESTARIA CORRENDO PELO FATO DE SER UM ASSOCIADO A “SEITA MAÇÔNICA”.
ATÉ ANTES MESMO DE SER INICIADO, JÁ PENSAVA EM QUAIS SERIAM OS MOTIVOS, PELOS QUAIS ALGUMAS RELIGIÕES, PRINCIPALMENTE A CATÓLICA, TERIAM CERTOS “PRECONCEITOS“ EM RELAÇÃO À MAÇONARIA. QUANDO TERIA INICIADO A QUESTÃO MAÇONARIA VERSUS RELIGIÃO? , PORQUE ALGUNS GRUPOS RELIGIOSOS TÊM TANTO RECEIO EM RELAÇÃO À MAÇONARIA.
O OBJETIVO DO LIVRETO “PORQUE NÃO SOU MAÇOM?”, SERIA ALERTAR OS FIÉIS CATÓLICOS, QUE SÃO INOCENTEMENTE ATRAÍDOS (O GRIFO É MEU) PELA MAÇONARIA E DO DRAMA DE CONSCIÊNCIA QUE TERIAM DE ENFRENTAR, UMA VEZ QUE NÃO TEM A MÍNIMA IDÉIA DO QUE IRÃO ENCONTRAR; MAS SABEM QUE A IGREJA CATÓLICA CONDENA A MAÇONARIA. SEGUNDO O AUTOR, OS MAÇONS NOS GRAUS SIMBÓLICOS DESCONHECERIAM ESTES “PERIGOS”, QUE SOMENTE SERIAM REVELADOS NOS GRAUS FILOSÓFICOS, E ENTÃO SERIA TARDE DEMAIS.
A FUNDAMENTAÇÃO UTILIZADA PARA CONVENCER O LEITOR, NÃO É DE ORIGEM RECENTE E O SEU CONTEÚDO É TÃO POBRE, ABSURDO E DESPROVIDO DE OBJETIVIDADE QUE UM OBSERVADOR, MESMO NÃO SENDO MAÇON, PODERIA REFUTAR, TRANQÜILAMENTE, TODOS OS ARGUMENTOS APRESENTADOS, QUE SERIAM OS SEGUINTES:
1-O CARÁTER SECRETO - SEGUNDO O AUTOR “TODO AGRUPAMENTO SECRETO É SUSPEITO DE ALGUMA TRAMA CONTRA AS INSTITUIÇÕES EXISTENTES”.ORA, CARÁTER SECRETO DE UM FATO NÃO É UM ATESTADO CULPABILIDADE E DE DESONESTIDADE, ALÉM DISSO, NÃO HÁ PROVAS QUE NA MAÇONARIA EXISTA ALGO DE VICIOSO OU DESONESTO. AS REUNIÕES SECRETAS DOS CRISTÃOS DOS PRIMEIROS SÉCULOS SÃO A PROVA DE QUE EM ALGUMAS SITUAÇÕES OS SEGREDOS SE FAZEM NECESSÁRIOS.
2- A ÍNDOLE ANTICRISTÃ - “AS INTENÇÕES E OS PLANOS DE AÇÃO DA MAÇONARIA TÊM SIDO SORRATEIRAMENTE HOSTIS AO CRISTIANISMO E À IGREJA.MUITAS DAS DIFICULDADES QUE SE OPÕEM À CRISTIANIZAÇÃO DA VIDA PÚBLICA (ESCOLAS CONFESSIONAIS, ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS PÚBLICAS, INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO, EXPANSÃO DAS INSTITUIÇÕES CATÓLICAS) TÊM SIDO DETIDAS PELAS TRAMAS SECRETAS DA MAÇONARIA”.BEM SABEMOS QUE ESTES ARGUMENTOS NÃO CORRESPONDEM À REALIDADE, POIS A MAÇONARIA NUNCA SE OPÔS AOS IDEAIS CRISTÃOS.
3- A MENTALIDADE RELATIVISTA - “AS CONCEPÇÕES RELATIVISTAS DA MAÇONARIA NÃO SE COADUNAM COM AS PROPOSIÇÕES CRISTÃS REFERENTES A DEUS, AO MUNDO E AO HOMEM”.
4- MAÇONARIA E RELIGIÃO - “A MAÇONARIA SE OPÕE À RELIGIÃO NA MEDIDA EM QUE ESTA É A ADESÃO FIRME E CONSTANTE ÀS VERDADES DA FÉ OU ÀS VERDADES POR DEUS REVELADAS. PARA A MAÇONARIA QUE TEM EXIGÊNCIAS DE TOLERÂNCIA, COM RELAÇÃO A TODAS RELIGIÕES, NÃO PODE HAVER ALGUMA RELIGIÃO QUE EXIJA ABSOLUTA VINCULAÇÃO À VERDADE”.(NÃO SE PODE ADMITIR, PORTANTO, A ATITUDE DA IGREJA QUE PRETENDE PROCLAMAR-SE UMA AUTÊNTICA REVELAÇÃO DIVINA).
A ANIMOSIDADE DA IGREJA CONTRA A MAÇONARIA, ESPECIALMENTE A LATINA, JÁ ERA EVIDENTE DESDE O SÉCULO XVIII, E INICIOU MOTIVADA MAIS POR INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS, JÁ QUE PARA A IGREJA INTERESSAVA A MANUTENÇÃO DAS MONARQUIAS E AS AUTOCRACIAS, E VIA NOS SEGREDOS E JURAMENTOS MAÇÔNICOS, UMA GRANDE AMEAÇA A SUA ESTABILIDADE.
A PRIMEIRA CONDENAÇÃO OFICIAL À MAÇONARIA FOI REDIGIDA EM 04 DE MAIO DE 1738 - BULA DO PAPA CLEMENTE XII “IN EMINENTI” ONDE EXCOMUNGOU OS MAÇONS POR REPRESENTAREM “UMA AMEAÇA À TRANQÜILIDADE DOS ESTADOS TEMPORAIS (REPRESENTADO PELO VATICANO NA ÉPOCA), MAS AINDA PARA A SALVAÇÃO DAS ALMAS, UMA VEZ QUE NÃO SE HARMONIZAVAM COM AS LEIS CANÔNICAS.
TODAS AS CONDENAÇÕES POSTERIORES(INCLUSIVE AS DO LIVRETO EDITADO EM QUESTÃO) FORAM BASEADAS( COPIADAS) NESTA BULA PAPAL, ALGUMAS INCLUSIVE COM O AUXÍLIO DE EX-MAÇONS, COMO FOI O CASO DE LÉO TAXIL, - PSEUDÔNIMO DE GABRIEL JOGAND, UM DOS MAIORES MISTIFICADORES DE TODOS OS TEMPOS. FOI MAÇOM POR UM BREVE TEMPO, E AFASTOU-SE LOGO DA MAÇONARIA. ESCRITOR TALENTOSO E DOTADO DE UMA IMAGINAÇÃO PRODIGIOSA COMEÇOU A ESCREVER UMA SÉRIE DE LIVROS E ARTIGOS ANTIMAÇÔNICOS, ONDE RELATAVA COM TODA MINÚCIA O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÔNICO; O “CULTO AO DEMÔNIO”, DENOMINADO POR ELE DE “PALLADISMO”, A GLORIFICAÇÃO A ”LÚCIFER” (REPRESENTADO NA FORMA DE BAPHOMET, UM ÍDOLO COM PATAS DE CABRA, PEITOS DE MULHER E ASAS DE MORCEGO), TUDO ISTO INTERCALADO COM TRECHOS RETIRADOS DOS RITUAIS MAÇÔNICOS. APÓS DOZE ANOS DE INCESSANTES ATAQUES À MAÇONARIA, TAXIL CONFESSOU TER INVENTADO TUDO O QUE HAVIA DITO, MAS A CONFISSÃO NUNCA FOI DIVULGADA E O MAL FEITO CONTRA A MAÇONARIA NUNCA MAIS CONSEGUIU SER SUPERADO.
OS ATUAIS ADMOESTADORES DA FILOSOFIA MAÇÔNICA CONTINUAM SE BASEANDO NESSES RELATOS HISTÓRICOS PARA PROSSEGUIR CONDENANDO A MAÇONARIA. O QUE FICA EVIDENTE, É QUE GRANDE PARTE DOS LÍDERES RELIGIOSOS CONFUNDE A MAÇONARIA COM RELIGIÃO, DESCONHECE QUE OS IDEAIS MAÇÔNICOS NÃO SÃO DESAGREGADORES, NEM SECTARISTAS E MUITO MENOS CONTRÁRIOS A QUAISQUER PRINCÍPIOS RELIGIOSOS. ELES IGNORAM OS MOTIVOS PELOS QUAIS A MAÇONARIA ACOLHE INDIVÍDUOS DAS MAIS DIVERSAS RELIGIÕES, SENTEM-SE AMEAÇADOS PELO RELATIVISMO E A TOLERÂNCIA MAÇÔNICOS, E NÃO CONSEGUEM CONCEBER E NEM ACEITAM AS RELIGIÕES COMO SISTEMAS PARALELOS ENTRE SI.
ALGUMAS RELIGIÕES ATRIBUEM EXCLUSIVAMENTE PARA SI, A “VERDADE” POR DEUS REVELADA, E QUEREM FAZEM ACREDITAR QUE TODAS AS OUTRAS ESTÃO EQUIVOCADAS.
FICA EVIDENTE ENTÃO, O FATO DE QUE ALGUNS LIDERES RELIGIOSOS ANTIMAÇÔNICOS, TEMEM MESMO, É QUE SEUS FIÉIS MAÇONS, PERCEBAM A CENTELHA DIVINA EXISTENTE EM CADA SER HUMANO, E QUE AO APRENDER A “CONTATAR” COM ESSE DEUS INTERIOR, NÃO SINTAM TANTA NECESSIDADE DE FICAR SEGUINDO DOGMAS, VERDADES, PRECONCEITOS E FANATISMOS INSTITUÍDOS PELO PRÓPRIO HOMEM, MAS ATRIBUÍDOS AO CRIADOR.

por

Ir.'. JOSE MARIO AVILA DOMINOT

A Maçonaria no Mundo Islâmico

 

por Ir.´. Celil Layiktez P.Asst. G. M.
Loja Zeytin Dali No. 146 da Grande Loja da Turquia –
Editor de TESVÝYE (O Nível) – Revista Maçônica da Grande Loja da Turquia

Tradução: José Antonio de Souza Filardo, M.´. I.´.

Há uma reação geral à Maçonaria no mundo islâmico. Depois que Clemente XII excomungou a Maçonaria em 1738, sob a pressão de seus súditos cristãos e com a aprovação dos “ulemas” (teólogos islâmicos) que estavam pensando que “Se o Papa declara que os maçons são ateus, deve haver alguma verdade em suas palavras”, e o Sultão Mahmut I proibiu a Maçonaria. Desde essa data “Maçom” tornou-se sinônimo de “ateu” no Império Otomano.
Após a declaração da segunda monarquia constitucional no Império (1908), a reação islâmica organizou uma revolta em Istambul. Esta revolta foi conduzida pelo “Exército de Ação” e o Sultão Abdulhamid II foi destronado. O Exército de Ação tinha sido organizado e comandado por maçons. A comissão de cinco deputados que veio anunciar a Abdulhamit que ele tinha sido destronado eram maçons, todos os cinco. Esses fatos reforçaramo a reação existentes à Maçonaria pela comunidade islâmica radical. O Sultão era também o Califa de todo o Islã e o guardião dos lugares sagrados em Meca e Medina. Tudo o que acontecia no Império Otomano influenciava o mundo árabe e islâmico em geral.
Nos anos que precederam a Segunda Guerra Mundial e também durante a Guerra, a propaganda nazista de uma conspiração judaico-maçônica para governar o mundo; as ações de Sheriff Hussein em Jerusalém e, finalmente, a criação do Estado de Israel reforçaram este sentimento anti-maçônico, desta vez com um toque de anti-semitismo com ele. Os árabes encaram a Maçonaria como uma força contra o Islã, e que até mesmo zomba do Islã, e que foi a causa do sucesso do imperialismo europeu na Arábia. A postura atéia e anticlerical do Grande Oriente de França está reforçando esta corrente.
A Maçonaria é proibida, em geral, nos países árabes. Houve um florescimento da Maçonaria na Argélia, antes de sua independência. A Maçonaria é proibida em todos os países árabes, exceto o Líbano e Marrocos. As lojas trabalhando nas bases americanas nesses países são uma exceção.
MARROCOS
A Grande Loja de Marrocos foi consagrada pela GLNF em 1999. O Venerável Irmão Claude Charboniaud, Grão-Mestre da GLNF, desejando realizar esta cerimônia com a participação do Grão-Mestre da Grande Loja existentes em um país islâmico, graciosamente convidou o Grão-Mestre da Grande Loja da Turquia, Irmão Sahir Akev Talat, para uma cerimônia de consagração conjunta. Nosso Grande Mestre não pode comparecer devido à sua saúde precária, e ele passou para o Oriente Eterno, em 14 junho de 2000, no dia da consagração da Grande Loja de Marrocos. A Grande Loja da Turquia fora representada por outro Grande Oficial.
Anteriormente, em 23 de março de 1973, o Supremo Tribunal de Casablanca, após um longo processo judicial, deu o veredicto de que a Maçonaria era compatível com o Islã. Este veredicto foi publicado na Tesviye No. 51 [1], tanto em turco quanto em sua tradução oficial francesa.
EGITO
A Maçonaria Egípcia tinha estado de mãos dadas com a Maçonaria Otomana. Quando a Grande Loja da Turquia, depois de ser reconhecida e, mais tarde, reconsagrada pela Grande Loja da Escócia, para obter o seu reconhecimento pela GLUI e a GL da Irlanda, demonstrou que sua origem era regular mostrando que a Loja Resne, uma de suas lojas fundadoras teve sua Carta Constitutiva da Grande Loja do Egito, a obediência regular na época.
A Grande Loja do Egito teve períodos regulares e irregulares em sua história. Halim Pasha, filho de Mehmet Ali Pasha de Kavala, que foi o primeiro Khedive (vice-rei) do Egito, fundou o Rito Escocês na Turquia em 1861 e no Egito em 1866, e foi os supremo Grande Comandante em ambos os países. Como a Grande Loja do Egito começou a aceitar alguns ritos irregulares, como o Rito de Memphis – Misraïm, a GLUI a declarou irregular e fundou sua própria Grande Loja Distrital, em 1867, com Halim Pasha como seu primeiro Mestre. O sobrinho de Halim Pasha, o Khedive Ismail que abriu o Canal de Suez era provavelmente um maçom, mas não há registro escrito para provar isso. Por outro lado, seu filho foi iniciado, sem sombra de dúvida.
Em 1952, após o Rei Farouk ter sido destronado, a Maçonaria entrou em desgraça e foi fechada após a crise de Suez de 1956, por Gamal Abdel Nasser.
Hoje, apesar de que a esposa rotariana de Husni Mubarak, o presidente do Egito, organiza as relações exteriores do Rotary egípcio, esta organização é considerada pela comunidade islamica radical como uma maçonaria camuflada.
Mustafa El-Amin, em seu livro “A Maçonaria, Egito Antigo e o Destino Islâmico”, compara o simbolismo dos mistérios do Antigo Egito e escrituras islâmicas aos da Maçonaria. De acordo com El-Amin, embora os ritos maçônicos e símbolos sejam derivados do Egito, eles chegaram até nós através dos judeus. Assim, os judeus foram operacionais na ridicularização da sabedoria do Egito em lojas maçônicas. O escritor diz que os Shriners, com suas crescentes e fezes estão zombando da religião islâmica. O “problema” de “A Maçonaria zombando da fé muçulmana” também é tratado pelo Dr. Paul Rich [2]; ele afirma que: “A proibição da Maçonaria nos países muçulmanos do Oriente Médio é insignificante, porque há aspectos da Maçonaria que pessoas religiosas sentem que estão à beira de zombar de sua fé. Um exemplo de ritual maçônico que ofende alguns, e que mostra o abismo entre os crentes e os maçons, é a semelhança entre o assassinato e a exumação do candidato no terceiro grau ou grau de Mestre Maçom e narrativas religiosas da ressurreição. Quase nada pode ser dito para corrigir a sua interpretação comum do terceiro grau, de que o maçom é salvo pela Maçonaria e não pela religião “.



A Universidade El-Azhar no Cairo, e o Colégio Islâmico Jurisdicional [3] possivelmente o corpo mais influentes na promulgação e interpretação da lei islâmica é o Colégio Islâmico Jurisdicional (IJC por sua sigla em inglês) [4]. Em sua reunião de 15 de julho de 1978, ele emitiu um parecer sobre “A Organização dos Maçons”.
O IJC declarou: “Depois de uma pesquisa completa sobre essa organização, com base em relatos escritos de muitas fontes, determinamos que”:
  1. A Maçonaria é uma organização clandestina, que esconde ou revela seu sistema, dependendo das circunstâncias. Seus princípios reais são escondidas dos membros, exceto para membros escolhidos de seus graus mais elevados.
  2. Os membros da organização, em nível mundial, são escolhidos entre homens sem preferência por sua fé, religião ou seita.
  3. A organização atrai membros com base na prestação de benefícios pessoais. Ela vincula os homens a ser politicamente ativo, e os seus objetivos são injustos.
  4. Novos membros participam de cerimônias de diferentes nomes e símbolos, e são ameaçados no caso de desobedecer seus regulamentos e ordens.
  5. Os membros são livres para praticar sua religião, mas apenas membros que são ateus são promovidos aos seus graus superiores, com baseado em quanto eles estão dispostos para servir seus princípios e planos perigosos.
  6. Ela é uma organização política. Ela tem servido a todas as revoluções, transformações políticas e militares. Em todas as mudanças perigosas uma relação com esta organização aparece exposta ou velada.
  7. Ela é uma organização judaica em suas raízes. Seu conselho administrativo internacional secreto mais alto é composto de Judeus e promove atividades sionistas.
  8. Seus objetivos principais são o desvio de todas as religiões e ela desvia os muçulmanos do islamismo.
  9. Ela tenta recrutar pessoas influentes financeiras, política, sociais ou científicas para as utilizar. Ela não considera candidatos que não pode utilizar. Ele recruta reis, primeiros-ministros, altos funcionários do governo e indivíduos semelhantes.
  10. Ela tem ramificações sob diferentes nomes como camuflagem, para que as pessoas não possam rastrear suas atividades, especialmente se o nome de “Maçonaria” sofre oposição. Estes ramos ocultos são conhecidos como Lions, Rotary e outros. Eles têm maus princípios que contradizem completamente as regras do Islã. Há uma clara relação entre a Maçonaria, o judaísmo e o sionismo internacional. Ela vem controlando as atividades de altos funcionários árabes no problema palestino. Ela limitou suas funções, obrigações e atividades em benefício do judaísmo e do Sionismo Internacional.
Dado que a Maçonaria se envolve em atividades perigosas e é um grande perigo, com objetivos perversos, o Sínodo Jurisdicional determina que a Maçonaria é uma organização perigosa e destrutiva. Todo muçulmano, que se filiar a ela, conhecendo a verdade dos seus objetivos, é um infiel ao Islã”.

Maçonaria no atual território Islã!!!

Vejam nações de maioria islâmica que
oficialmente proibiram ou existem restrições a Maçonaria:

Afeganistão - não são permitidas Lojas

Algeria - A Maçonaria foi banida em 1965

Bangladesh - não são permitidas Lojas

Bahrein - Lojas fechadas e a Maçonaria foi banida em 1970*

Egito - que teve um florescimento da Maçonaria, com mais de 600
lojas,todas fechadas em 1956.

Indonésia - A Maçonaria foi banida em 1965.

Iraque - A Maçonaria foi banida após a independência no final da
2°Guera Mundial.

Irã -também teve uma maçonaria forte antes da Revolução Islâmica de
1978. Muitos Maçons foram assassinados. Não são permitidas Lojas.

Jordânia - Existiam Lojas, o antigo Rei Hussein era maçom, agora
nenhuma Loja em atividade.

Kuwait - as Lojas foram banidas em 1992*

Libia - não existem Lojas.

Mauritania - não existem Lojas.

Paquistão - as Lojas forama fechadas em 1980.

Arábia Saudita - não existem Lojas.*

Somália - não existem Lojas.

Sudão - as Lojas foram fechadas em 1956.

Síria - Todas as Lojas foram fechadas depois da 2°Guerra Mundial.

Tunisia - Talvez exista uma Loja Italiana.

Emirados Arabes Unidos - Não existem Lojas.*

Iemen - Não existem Lojas.

Há relatos ocasionais de lojas estabelecidas para os estrangeiros que
trabalham no país, mas fechadas para população local.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Representação eficiente...

Reiteradamente temos lembrado que um M.'.M.'. Patriarcal (outros ritos são evangélicos, 'depois-da-queda', criados para crentes bisonhos, descarte-os) não podem ser BONS, pois causam IDÊNTICO MAL, razão pela qual só podem agir, isso se 'acordados' e sem votações em Loj.'., de forma JUSTA E CORRETA.




Observeveja os detalhes do Pacote de Abril de 1977 baixado por Ato Institucional pelo Gal. Ernesto Geisel, à época Presidente do Brasil no Regime Militar, para fazer frente a uma perda da maioria no Congresso, evidenciando que, para resolver um problema pontual, criou ele, a consolidação do 'coronelismo' vigente no Nordeste, estendendo-a a todo o Brasil, e válida até hoje.





Pois somos todos, até hoje, 'reféns' do jugo mental, preteritamente realizado com a MELHOR INTENÇÃO e não há solução possível de ser implantada, pois há 'Direitos Adquiridos' que jamais serão descartados 'in limine'.





Somente há pouco tempo, foi retirado da Avenida de saída do Aeroporto de Brasília, um 'outdoor' que dizia em letras 'garrafais': A BANCADA DO NORDESTE COMANDA ESTE PAÍS!





Assim, quando ouço IIr.'. ressaltarem que são BONS IIr.'., arrepio-me todo, pois sei que vai dar 'merda'! Pior ainda, quando vejo IIr.'. expulsarem fundadores de suas LLoj.'. e se abraçarem compungidos, por se 'amarem' baseados na Fraternidade !!!!!!!!!!!!! Arre Égua!





Haja perfídia na atual maçonaria, dita Patriarcal! E a profusão de 'Vendilhões do Templo', só recolhendo dízimos e todo o conteúdo da Bolsa. Se você é bom, só pode pensar e agir como eu! tsk, tsk, tsk! Tasquem-lhes unanimidade burra!





Neste artigo, revela-se como alguns milhões de Brasileiros trabalhadores, cultos e educados, tem idêntico valor Pátrio ao de poucas dezenas de desprezíveis 'coronéis nordestinos' sanguessugas, ou paralelamente, de como milhares de 'mentes-veladas' podem hoje ocupar assentos de 'despertos' em Loj.'. Patriarcais (e no Congresso) e expulsá-los, seja por decisão própria (não se sentem bem no 'esgôto' mental lá aberto) ou por votação ignominiosa em Loj.'.!





Tenho inúmeros pseudo-IIr.'. mentes-veladas' e os respeito, mas bem de longe, pois o estrago que eles produzem em Loj.'. e no Brasil, não há palavras que possam descreve-los na íntegra!





T.'.F.'.A.'.





 Marcelo F. A. -  M.'.M.'. REAA

terça-feira, 13 de março de 2012

SUMMUM BONUM

Como todos sabemos (ao menos assim nos foi dito, e sempre de 'boca-a-ouvido'), que todo simbolismo traz em seu bojo, vários níveis de interpretação e somente àqueles verdadeiros IIr.'. que se dispuseram a pesquisar e a estudar sem cessar, jamais 'comendo-prato-feito' por terceiros, saindo pois, daquela 'rasteira' interpretação 'chinfrin' destinada à imensidão de 'pobres-de-espírito' (mentes-veladas), são os únicos que puderam realmente alcançar a GNOSIS = SOFIA = SABEDORIA.

Depois da acachapante revelação do verdadeiro significado da DECISÃO UNILATERAL (leia-se: não haviam ignominiosas votações no Sinédrio) do Rei Salomão, referente ao Bebê [Isaac = Jesus = Criança Dourada = Egrégora] reclamado por Duas Mães [CCol.'.], vamos a outra que nos revela o mesmo foco:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse montanhas, e não tivesse amor, nada seria." (I Coríntios 13:1-2 ACF1) Paulo de Tarso

Vamos desdobrar, e desvelar, esta fabulosa, porém hermética, fala de Paulo de Tarso, proferida depois de alegoricamente ele ter perseguido e matado Cristãos (eram IIr.'. de outra Obediência, algo como os hoje 'rotos' das GG.'.LL.'. estarem a perseguir implacavelmente os 'maltrapilhos' do G.'.O.'.B.'.):

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor: leia-se: se eu não me EMOCIONAR  ALTRUÍSTICAMENTE, mesmo conhecendo os sofrimentos e ignorância dos homens, como também, se eu não souber técnica e tempestivamente, como funcionam os Templos Patriarcais, e não tivesse de participar de uma IMPORTANTE E TEMPESTIVA ORDEM DO DIA (Uma Cabeça Vazia é a Casa do Diabo, dito popular!), eu não conseguiria gerar o "SUMMUM BONUM" do meu Cálice Sagrado (GRAAL) para depositá-lo incondicionalmente no GRAAL DO TEMPLO PATRIARCAL...

E ainda que tivesse o dom de profecia: leia-se: E ainda que eu soubesse como, quando, e o que CRIAR EM C.'. de U.'. (jamais privilegiando o Ego Inferior ou o Ego Superior, sempre agindo de forma JUSTA E CORRETA) ...

... e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência: leia-se: ... e fosse suficientemente humilde para com tudos e para com todos (principalmente os não IIr.'.),  para poder participar de um RITUAL PATRIARCAL, NÃO CORROMPIDO, TÉCNICA e MAGISTRALMENTE CONDUZIDO, ATIVADO E ENERGIZADO ...

 ... e tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse montanhas, e não tivesse amor, nada seria. Leia-se: ... se eu não me dispuser a TRABALHAR SEM CESSAR, POR TODA A CRIAÇÃO, HUMANIDADE E NATUREZA, tal qual GEPPETO totalmente dedicado a sua Criação Maior: PINÓQUIO, eu não conseguiria CRIAR COM BELEZA E PERFEIÇÃO e NÃO REPLICARIA O GÊNESIS (para que servem então todos aqueles 33 'aventais' de médicos legistas de necrotério??? - Em tempo: necrotério é o local para onde remetemos o nosso Ego Inferior, a nossa parte Animal)!
Ir.: Marcelo FA M.: M.:

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