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"Gloria in Excelsis in Deo Et in Terra Pax Hominibus Bonae Voluntatis"

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Golden Dawn e um pouco da sua história...

A Golden Dawn foi, em muitos aspectos, principal (e talvez o único) ramo do Rosacrucianismo nos últimos 15 anos do séc. XIX. Foi fundada por quatro membros da S.R.I.A. (Societas Rosicruciana in Anglia) - S. L. Mac Gregor Mathers, W. W. Westcott, Woodman e Woodford, segundo manuscritos vindos da Alemanha, fornecidos por uma tal Ana Sprengel. Desenvolveu-se em seu seio estudos aprofundados de Tarot e de Qabalah, assim como de magia.


A espinha dorsal da Golden Dawn era formada pelos ensinamentos mágicos herdados da Idade Média, Eliphas Levi, Francis Barret e John Dee, entre outros, além da mente brilhante de Mac Gregor Mathers que montou e organizou todos os rituais e graus da Ordem, chefiando-a inicialmente com os outros três, e mais tarde sozinho, até a dissolução da Ordem em 1900.

Mesmo após sua saída da Golden Dawn, Crowley continuou divulgar os conhecimentos que lá aprendera, seja na Astrum Argentum, ou na O.T.O. (Ordo Templi Orientis), ou mesmo nos volumes do Equinox.

Ao entrar na Golden Dawn, Crowley foi apadrinhado e instruído por Alan Bennet (Frater Iehi Aour). Assumiu o nome de Frater Perdurabo (Perdurável) e tornou-se amigo íntimo de Mac Gregor Mathers, a tal ponto que trocou seu nome pelo de Aleister Mac Gregor, querendo com isso indicar um possível laço familiar. Junto com Mathers combateu a W. Yeats, que pretendia (e mais tarde conseguiu) dividir o comando da Golden Dawn e assumir o Templo de Ísis Urânia, o principal de Londres.

A habilidade de Crowley para a magia e o ocultismo eram tais que em 1 ano, ele já dominara todos os chamados Graus Externos da Golden Dawn, causando inveja de outros membros, que recusavam-se a lhe aceitar nos Graus Internos da Ordem. O artifício de mudar o nome para Aleister Mac Gregor foi também um meio de franquear-lhe as portas para esses graus.

Aqui podemos adicionar o progresso feito por ele na Golden Dawn:

- Adeptus Minor 5º=6º Janeiro de 1900;
- Adeptus Major 6º=5º Abril de 1904;
- Adeptus Exemptus 7º=4º 1909;
- Magister Templi 8º=3º Dezembro de 1910;
- Magus 9º=2º Outubro de 1915.

Golden Dawn era uma sociedade secreta dedicada ao ensino da magia entre um grupo de pessoas selecionadas. Supunha-se que esta sociedade era depositária de segredos que se atribuíam a Hermes Trismegisto. Segundo parece, nas suas remotas origens era uma irmandade de rosacrucianos, que mais tarde derivou completamente para as práticas mais diversas. Cerca de 1850, com a morte de alguns dos seus membros mais notáveis, a sociedade pareceu eclipsar-se, mas cobrou novo alento na década dos 80.

Na sua primeira etapa, a Golden Dawn contou entre os seus sócios ocultistas tão famosos como Éliphas lévi, Ragon, Kenneth R. H. Mackenzie e Fred Hockley. E dos membros dessa segunda época há conhecidas e importantes como o poeta W. B. Yeats, o escritor de temas sobrenaturais, Algernon Blackwood, o literato do mundo do horror e do inexplicável, Arthur Machen, Bram Stocker (o criador literário de Drácula), a atriz Florence Farr, o ocultista Dion Fortune, Austin Osman Spare, Allan Bennett, Samuel Liddell MacGregor Mathers, William Wynn Westcoot e Sax Rohmer.

Em 1884, a sociedade entrou na posse de um misterioso manuscrito que foi decifrado por S.L.MacGregor Mathers que sucedeu a W.W.Westcott, uma autoridade da Cabal, como cabeça visível da Golden Dawn. Mathers traduziu e publicou em inglês As Chaves de Salomão e O Livro da Magia Sacra de Abra-Melin o Mago.

Foi nesta ordem que Aleister Crowley se iniciou na Alta Magia, começando a subir o fantástico, mas também penoso, caminho que o havia de conduzir ao ponto máximo do sobrenatural. Foi aceite como membro em 18 de Novembro de 1898, começando pelo grau zero, como Neophyte.

Tal como sucedia entre os maçons e rosacrucianos, na Golden Dawn havia várias graus de membros e os chefes eram secretos, embora existisse uma cabeça visível da Ordem. A graduação dos membros era a seguinte:

* Primeira ordem:

- Neophyte - grau zero;
- Zelator - 1.º grau;
- Theorius - 2.º grau;
- Practius - 3.º grau;
- Philosophus - 4.ºgrau.

* Segunda ordem:

- Minor - 5.º grau;
- Adeptus Major - 6.º grau;
- Adeptus Exemptus - 7.º grau.

Em dezembro do mesmo ano do seu ingresso, Crowley alcançou o grau de Zelator; depois obteve o de Theoricus e dois meses mais tarde o de Practius.

Em Maio de 1899 era já Philosophus, o que dá uma leve ideia da sua capacidade para assimilar conhecimentos mágicos, pelos quais sentia uma verdadeira obsessão, sobretudo sob o ponto de vista prático. Não havia ritual nem invocação que se não atrevesse a realizar, por muito perigoso e obsceno que o mesmo fosse, especialmente quando escalou os graus da Segunda ordem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A antiga Oraçao Celta


Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!


Bom meditação!!!

sábado, 31 de março de 2012

“Tábua Esmeraldina” de Hermes Trimegisto.

Para um Frater que me ligou ontem pedindo a Tábua...:


“Tábua Esmeraldina” de Hermes Trimegisto.

Isto é complexo, mas é verdadeiro sem mentiras:
Tudo o que está aqui embaixo também está no alto;
também no alto está o que está embaixo,
pois tudo é obra de uma só coisa.
Todas as coisas vieram e vem de uma,
da qual tudo nasceu e à qual tudo se ajustou,
pois tudo se adaptou a ela, a Causa Ùnica.
O Pai de tudo, que é a realidade, que é o querer do universo,
Aqui está, com sua força total convertida em Terra.
Se quiserdes saber o segredo dessa força suprema,
deveis separar a terra do fogo,
o fino e sutil do espesso e grande,
Suavemente e com todo cuidado.
Sobe da terra ao céu e, dali, volte à terra,
para receber a força do que está em cima e
do que está embaixo.
Assim, receberás a luz de todo o mundo
e as trevas se afastarão de ti.
Esta é a força de todas as forças, que vencerá tudo o que é sutil,
como vencerá tudo quanto é grande,
e que penetrará em tudo o que é sólido e palpável.
Portanto, o mundo pequeno está feito,
à semelhança do mundo grande.
Assim e desse modo, ocorrerão mudanças prodigiosas.
Por isso me chamam Hermes Trimegisto,
Pois possuo as três partes da Sabedoria de todo o mundo.
Terminado está o que disse sobre a Obra do Sol.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ouroboros, oroboro e uróboro é satanismo??? É mais divino que vc pensa ...

Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própria cauda". Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro. É possível que o símbolo matemático de infinito (∞) tenha tido sua origem a partir da imagem de dois ouroboros, lado a lado.




Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.

Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".

A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.

Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.

Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.

O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.



Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”.

Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.

Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fénix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.

Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.

Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.




Assim, esse antigo símbolo alquímico grego de uma serpente comer sua cauda. A obra mística The Chrysopoeia de Kleopatra tem um desenho da serpente Ouroboros comer sua cauda, com o texto "Um é tudo". Outro emblema ilustra os símbolos de ouro, prata e mercúrio entre dois concêntricos círculos com o texto "Um é a serpente que tem seu veneno de acordo com duas composições" e "um é tudo e através dele é tudo e por ele é tudo e se você tiver não tudo, tudo é nada." O símbolo do Ouroboros também foi interpretado como a unidade da sacrificer e sacrificado, relacionadas com o simbolismo da vida mística.



A símbolo remonta à cultura Mesolítico (Azilian) e apareceu no simbolismo do número de corridas. O texto gnóstico Pistis Sophia, descreve o disco do sol como um grande dragão com o rabo na boca. O escritor do século IV Horopollon afirmou que os egípcios representavam o universo como uma serpente devorando sua própria cauda, um símbolo da eternidade e da imortalidade, uma imagem também encontrada em gemas gnósticas.



Em alquimia, o dragão cauda-comer representou o guardião do Tesouro místico, simbolizado pelo sol. Alquimia foi destruir ou dissolver este guardião como um estágio no sentido de conhecimento sobre este tesouro.



Possivelmente o familiar símbolo Yin-Yang chinês está relacionado com a serpente devorando cauda — aqui os princípios masculino-feminino em toda a natureza realizam-se em equilíbrio.



imagens extraídas de
"Le Monde à travers les OUROBOROS" - Serpents ou dragons qui se mordent la queue

“Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, mas não o seu fim”. Entenda a Alquimia e seus princípios...

“Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, mas não o seu fim”. Entenda a Alquimia e seus princípios...




A alquimia é a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais. Tem como principal objetivo compreender a natureza e reproduzir seus fenômenos para conseguir uma ascensão a um estado superior de consciência. Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria prima primordial. Com uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente.

A pedra filosofal era gerada a partir da matéria prima primordial, além de outros compostos, no Ovo Filosófico que é um recipiente redondo de cristal aonde todos estes compostos vão sendo transformados, em várias etapas, sempre utilizando o forno. Este processo freqüentemente é comparado a uma gestação da pedra filosofal. Isto seria como reproduzir o que a Natureza fez no princípio, quando só existia o caos, porém de maneira mais rápida, dando melhores condições para que ocorram as transformações. Portanto, a conclusão da Grande Obra, ou seja, o entendimento dos segredos alquímicos significa adquirir os conhecimentos das leis universais e penetrar em uma dimensão espaço-tempo sagrada, diferente da do cotidiano de todos.

Esta pedra filosofal não se constituía necessariamente de um objeto, mas sim energia que pode ser adquirida e controlada. Um não iniciado poderia possuir a pedra e dela não desfrutar toda a sua potencialidade conseguindo, no máximo, transformar uma pequena quantidade de chumbo em ouro. A transformação da matéria-prima na pedra filosofal, juntamente com a transformação do indivíduo constitui a Grande Obra.

Diante da compreensão do que somos, a transmutação de qualquer metal em ouro e o elixir da longa vida são na realidade coisas insignificantes. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria. O estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida. O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto, capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão. A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta, por isso, comece imediatamente, pois, o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

O ideal alquimista não constitui a descoberta de novos fenômenos, ao contrário do que procura cada vez mais intensamente a ciência moderna. Ela não é constituída somente de um caminho material, como por exemplo, a transmutação de qualquer metal em ouro. Antes de tudo a alquimia é uma arte filosófica, uma maneira diferente de ver o mundo.

Não podemos, no entanto, separar o material do espiritual, uma vez que na Terra, um sofre influência do outro. Na alquimia ocorre a transmutação da matéria e do espírito ao mesmo tempo. O alquimista adquire conhecimentos irrestritos da natureza, se pondo em um ponto especial de observação, vendo tudo de maneira diferente, enquanto para nós este contato é apenas superficial. É na Grande Obra que o alquimista, de intenções elevadas, obtém a pedra filosofal, modificando sua aura, eliminando o ego, porque descobre que o que importa verdadeiramente é o ouro interno.

Os alquimistas já conheciam o poder e os perigos da energia atômica, muito antes dos cientistas a desenvolverem, porém, e não divulgaram tal descoberta em função dos riscos inerentes de uma má utilização deste conhecimento. Os cientistas podem ser comparados a empresários capitalistas, pois para a maioria, o caminho é unicamente material, e quando pensam no aspecto espiritual este se encontra dissociado de tudo o quanto mais acreditam.

O ouro é considerado o mais perfeito dos metais, pois dificilmente se oxida, não perde o brilho. Acredita-se que todos os outros metais evoluem naturalmente até ele no interior da terra. Por isso, a transmutação é considerada um processo natural. Os alquimistas aceleram este processo, realizando as transmutações em seus laboratórios. Este tipo de conhecimento ficou sendo o mais cobiçado, não pelos alquimistas, mas pelos não iniciados, os sopradores como eram chamados. Eles buscavam a pedra filosofal, que lhes confeririam poderes como a invisibilidade, viagens astrais, curas milagrosas, etc.

No laboratório interior, com experimentos e constantes leituras e releituras, o alquimista nas várias etapas da transformação da matéria, vai gradativamente transformando a própria consciência. Antes do ouro metal, o alquimista deverá encontrar o ouro espiritual dentro de si.

Um dos grandes alquimistas que o Mundo conheceu foi o Mestre Jesus, que foi capaz de transmutar água em vinho, multiplicar os pães, andar sobre a água, curar milagrosamente, dentre outros. Ele sempre dizia: “aquele que crê em mim, fará tudo que eu faço e ainda fará coisas maiores”. Os alquimistas buscavam esta pureza e compreensão espiritual. Encontrar a pedra filosofal significa descobrir o segredo da existência, um estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade perfeita, descobrir os processos da natureza, da vida, e com isso recuperar a pureza primordial do homem, que tanto se degradou na Terra.

Toda matéria (por matéria fica entendido tudo que existe no universo, até mesmo a energia pode estar revestida pela matéria) é constituída de uma mesma unidade comum a todas as substâncias. A partir desta “semente” pode-se produzir infinitas combinações e infinitas substâncias. O símbolo alquímico do ouroboros, que é como n,a figura, representa estas constantes transformações em que nada desaparece nem é criado, tudo é transformado como o princípio da conservação de energia, ou primeira lei da termodinâmica, postulado muito tempo depois. Portanto, esta unidade da matéria é única e a mesma para todas as coisas, podendo combinar-se produzindo uma variedade infinita de substâncias e energias. Matéria e energia provém de uma mesma entidade. Einstein unificou a interconversão entre matéria e energia, na equação E=m.c2 (E = energia liberada; m = matéria transformada e c = velocidade da luz).

Os alquimistas procuram reduzir a matéria à unidade comum, que não são os átomos, para assim poderem reestruturá-la, tornando possível a transmutação. Esta unidade da matéria constitui tudo que existe, desde os átomos que se combinam para formar as moléculas e estas irão formar outras substâncias mais complexas, os organismos até os planetas que formam os sistemas e galáxias. Portanto, todas as coisas possuem a mesma unidade fundamental, este é o postulado fundamental da alquimia “Omnia in unum” (Tudo em Um).



O caos primordial que deu origem ao universo é comparado no reino mineral à matéria-prima, que é uma massa em estado de desordem que dará origem à pedra filosofal.

Tudo o que existe material ou espiritual constitui uma única unidade. O divino é expresso como sendo “o círculo cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma”. Portanto, todas as coisas surgiram do mesmo Criador, o mundo terreno é constituído pelos mesmos componentes que o mundo celeste.

Um dos grandes problemas de compreensão dos fundamentos da alquimia consiste na interpretação do espírito que só pode ser compreendido remontando a uma memória muito antiga, da época em que todos os seres do mundo celeste e do mundo terreno se comunicavam e o espírito circulava livremente entre todos os seres.

Muitos alquimistas foram grandes profetas, como Nostradamus, Paracelso, dentre outros e todos eles acreditavam que em breve, no fim de mais um ciclo terrestre, haveria uma grande catástrofe que seria um novo começo para a humanidade. Restaria uma consciência coletiva, a mesma que deu origem a alquimia em outros ciclos.

Alguns conceitos usados na Alquimia:

DUALISMO SEXUAL: A energia original é criada pela junção dos princípios masculino e feminino (sol e lua). Muitos alquimistas constituem casais na busca da Grande Obra, porém para que ocorra uma perfeita união alquímica, estas duas metades devem ser complementares formando um único ser (como a figura alquímica do andrógino).

COSMOS: O cosmo é visto como um ser vivo, e seus constituintes tem espírito e propósito definido. As estrelas exalam um campo de energia que pode ser sentido e utilizado pelo homem e assim obter as transformações.

VIDA: Existe uma crença na alquimia da criação artificial de um ser humano, o homúnculo ou Golem, porém, estes relatos de alguns alquimistas célebres poderia referir-se de forma figurada ao processo de fabricação da pedra filosofal, onde o homúnculo representaria a matéria prima para a fabricação da pedra ou então uma fase da iniciação em que o homem ressurge após a morte do outro já degradado.

Na concepção alquímica tudo o que existe é vivo, até mesmo os minerais. Os metais vivem, crescem, reproduzem-se e evoluem. Portanto qualquer metáfora sobre seres vivos podem estar referindo-se também ao reino mineral. A natureza deve ser respeitada para que a harmonia perfeita possa ser mantida. Reaprender a ver, sentir e ouvir a natureza, significa incorporar-se a ela, para relembrar o remoto passado quando fazíamos parte dela integralmente.

AMOR: Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no amor e por isso inacessível aos processos científicos atuais. A união pelo amor está sempre presente em qualquer obra alquímica, representando uma energia que une dois princípios ou dois materiais, tornado-os um só. De forma figurada é descrita como o casamento do Sol e da Lua, do enxofre e do mercúrio, do Rei e da Rainha, do Céu e da Terra ou do irmão e da irmã, por terem vindo da mesma raiz ou mesma substância.

ASTROLOGIA: Na alquimia a astrologia exerce um papel fundamental desde a escolha do momento certo para o início da obra, da colheita dos materiais utilizados, até o momento mais propício para o alquimista trabalhar.



Frater Seth

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A SABEDORIA DO FOGO e a ESSENCIA DO SILÊNCIO

A SABEDORIA DO FOGO






Um jovem Iluminado de uma determinada Ordem, a qual freqüentava regularmente, inesperadamente sem nenhum aviso ou motivo aparente, deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas sentindo sua falta, um Mestre do Iniciado daquela mesma Ordem decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria e chuvosa, daquelas que agente sente um arrepiu na espinha.

Ao chegar, encontrou o jovem Iluminado em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Imaginando a razão da inesperada visita, o Jovem Iluminado deu as boas vindas e convidou o Mestre a sentar em uma cadeira entorno da grande lareira onde estava.

Apreensivo e com certa vergonha o jovem Iluminado ficou quieto, pensando e olhando o fogo a sua frente.

O Mestre acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas para a surpresa do jovem Iluminado, não disse nada.

No silêncio sério que se formava, os dois contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o Mestre levantou-se, examinou o fogo, revirou com um atiçador as brasas que se formaram, e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente e viva de todas. Empurrando-a para o lado e deixando-a separada das demais, voltou então a sentar-se, permanecendo em silencioso e imóvel novamente.

O jovem Iluminado prestava atenção a tudo, observava e permanecia quieto.

Aos poucos a chama da brasa que fora separada, agora solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e como um ultimo suspiro, apagou-se repentinamente.

Em pouco tempo o que antes era uma fonte de luz e calor, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita até esse momento, desde o formal cumprimento inicial entre os dois irmãos(frateres).

O Mestre antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, e colocou-o de volta no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele tornou-se incandescente, voltou a brilhar auxiliado pelo fogo e calor dos carvões ardentes em torno dele.

A fogueira na mesma hora ficou mais viva e bonita.

Quando o Mestre alcançou a porta para partir, o jovem Iluminado disse:

- Obrigado meu Mestre.

- Sua visita e seu belíssimo sermão me fizeram entender a minha importância e a minha necessidade de ser útil.

Este foi uma passagem sobre a essência do Silêncio...
A fala Perfeita de Buda...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vejam as armas consagradas da Golden Dawn!!!

A Aurora Dourada ou Stella Matutina, trabalha com as chamadas armas elementais. Para isso é necessario a consagração das mesmas...
O que explico no proximo ano com mais calma...
No entanto vejam as fotos dessas já consagradas até mesmo para orientar na consagração desses instrumentos...
Curtam...
Fraternalmente

FM+


Calice

a ADAGA



A VARA




O PENTACULO



Pronto ai estão...!!!

a idéia é mostrar que não existe mito...
mito somos nós pobres seres humanos que criamos...
ajudem divulguem !!!

Abraços no nobre corações de vcs!

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