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Trabalhem para a Grande Obra.'.

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"Gloria in Excelsis in Deo Et in Terra Pax Hominibus Bonae Voluntatis"

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domingo, 11 de março de 2012

698 anos sem o Grão Mestre Templário!!!



Jacques DeMolay, cujo exemplo de vida não conseguiram sepultar na pequena ilha do Rio Sena, onde seu corpo foi queimado.
Nascido no ano de 1244 em Vitrey, na França pautou a sua existência em princípios éticos que distinguiam dos demais e que realçavam a sua inteligência, educação e as habilidades inerentes para a prática do bem.
Já aos 21 anos, ingressa na Ordem dos Cavaleiros Templários, entidade sancionada e reconhecida pelo Papa e pelo seu Conselho da Igreja, e cuja finalidade era vigiar a estrada entre Jerusalém e Acro, o porto de Jerusalém no Mediterrâneo.
Imensamente popular, já que apoiada pela Igreja, a Ordem dos Cavaleiros Templários, cuja denominação original era "Pobres Soldados de Cristo", destacava-se pela abundância de recursos, ricas propriedades e, em conseqüência, atraia filhos de nobres e príncipes, notadamente da Inglaterra, França, Espanha e Alemanha.
A valentia dos seus integrantes angariava a simpatia de todos que acompanhavam as numerosas cruzadas, através das quais consolidavam o nome da Ordem, reconhecida sempre pelo heroísmo.
Jacques DeMolay estava presente nessas ações, destacando-se pelos princípios abraçados. Respeitados e admirados pelos inimigos, conviveram em HARMONIA e TOLERÂNCIA, em território estrangeiro. 
Em 1298 era eleito Grão Mestre, assumindo o cargo que o colocava, em muitas das vezes, acima dos grandes lordes e príncipes. Todavia, a situação para cristandade no Oriente não era boa. Os sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros da Cruzada e capturados a Antíoqua, Tripoli, Jerusalém e Acro. Para enfrenta-los, restavam apenas os Cavaleiros Templários e os Hospitaleiros. Debilitados pelos problemas que afetavam a cristandade, os Templários não demonstravam mais o vigor de outrora, pois deslumbraram que  as CRUZADAS tinham perdido seu intento. Por isso, estabeleceram-se em Chipre na esperança de uma nova Cruzada, sem fins escusos e sombrios. As esperanças de auxílio europeu foram frustradas, a dura realidade mostrou a sua face: o chama das Cruzadas havia se extinguido.
Recolhidos e Aguardando por novas oportunidades de se fazer luz na escuridão, no Oriente. Os Templários despertavam o desejo de guerra e a INVEJA em inimigos poderosos. Já sem ajuda popular, despertaram a cobiça de Felipe, o Belo, Rei da França, que almejava uma união para assumir o controle total do poder. Sem sucesso, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens e conseqüentemente evitar o aumento do poder do Sumo Pontificado. Investiu com regulamentos secretos para aprisionar todos os Templários. DeMolay e centenas de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Começando um período que prolongaria por sete longos anos de celas úmidas, frias e torturas desumanas. Não bastassem os cruéis castigos, o Rei Felipe consegue ainda que o Papa Clemente apoiasse a condenação da Ordem e promoveu a transferência das suas propriedades e riquezas para outros donos. Na pior das suas investidas, Felipe insistia na traição de Jacques DeMolay aos seus companheiros. Este, apesar do cavalete e de suas outras torturas, não cedeu.
Em vão resistiu Jacques DeMolay, fiel aos seus princípios que o haviam levado ao comando da Ordem. Uma confissão forjada o levou a condenação. Sua negativa ante a sentença proferida. Segundo os costumes da época, deveria ser punido com a morte. Era o que desejava o rei Felipe, que não obstante a disposição da comissão julgadora pelo adiamento de decisão, ordenou que os prisioneiros fossem queimados naquela tarde. Assim quando os sinos da catedral de Notre Dame de Paris tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay era queimado vivo no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena. Ao relembrar-nos este episódio o faremos na certeza de que apesar do corpo de Jacques DeMolay ter tombado naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, sempre viverão, sob a senda da JUSTIÇA E PERFEIÇÃO.


VIVAT, VIVAT, VIVAT!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os 66 anos da Tomada de Monte Castelo

Falando de Cavaleiros...



Heróis
Por que não lembrarmos daqueles que dignificaram a nossa pátria e muitos fazem questão de esquecê-los...
No ultimo dia 21 comemoramos 66 anos de Tomada de Monte Castelo que tem tudo para virar roteiro de filme. Uma batalha que não deixa a dever nada para qualquer outra dos norte-americanos aconteceram muitas particularidades lá. Mas não adentrarei na análise deste fato, já que não é o objetivo principal do blog...
Porém como Maçons não podemos de esquecer daqueles que deram bem mais que o sangue e o suor para defender a liberdade, igualdade e fraternidade no Mundo.

Assim segue a Mensagem que outrora ouvir em um Formatura Militar:

"Comemoramos, nesta data, um fato histórico ocorrido há sessenta e seis anos, incontestavelmente um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em sua gloriosa campanha na Segunda Guerra Mundial: a tomada de Monte Castelo.


A conquista daquelas alturas era fundamental para as tropas aliadas. Significava a consecução da 1ª fase do Plano Encore do IV Corpo-de-Exército / V Exército norte-americano, que era romper a Linha Gótica inimiga.

Após tentativas infrutíferas de conquista daquele objetivo, Monte Castelo passou a ser um desafio. A vitória serviria como afirmação da capacidade combativa de nosso POVO. Nessa bela página da história militar brasileira, além das manifestações de bravura dos nossos combatentes, ficaram marcadas as lições de perseverança e denodo no cumprimento da missão.

Assim, no dia 21 de fevereiro de 1945, o ataque coordenado levado a efeito pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária transformou-se no primeiro combate bem sucedido na batalha dos Montes Apeninos. Superando os rigores do inverno, a resistência do inimigo adestrado somado às dificuldades impostas pelo terreno, soube o Soldado Brasileiro se impor. Finalmente, ao fim daquele dia, a Bandeira Brasileira passou a pairar no alto daquela elevação.

A par da importância que a conquista desse objetivo representou para o prosseguimento das operações das forças aliadas, Monte Castelo serviu para demonstrar a coragem, a determinação e a fibra dos “pracinhas”, perpetuando o inquestionável valor do soldado brasileiro. Assim, foi eternizada a FORÇA do Combatente do Brasil, a BELEZA dos atos heróicos de nossos Guerreiros pela Pátria e a SABEDORIA para superar qualquer oponente.

Ao lembrar do aniversário da Tomada de Monte Castelo, o 4º Esqd C Mec rende uma singela homenagem aos bravos combatentes da FEB. Soldados que lutaram pela democracia e retornaram à Pátria, com a convicção Justa e perfeita do dever cumprido. Esses Jovens Guerreiros, com isso, só faz um pedido para as futuras gerações.

Que não esqueçamos, dos nossos VERDADEIROS HERÓIS, sob a pena de sucumbir ao jugo dos futuros INIMIGOS.

VIVA A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA!

VIVA AO BRASIL, BERÇO DE HERÓIS!!! "

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FILATELIA MAÇÔNICA - História contada através de selos postais.

Os Correios do Brasil lançaram em 20/agosto/2004 (no Dia do Maçom) este conjunto de selos sobre maçonaria, representando elementos e símbolos maçônicos:






SABEDORIA, FORÇA E BELEZA:

As colunas representam a Sabedoria, que orienta no caminho da vida, aForça, que anima e sustenta o homem em todas as dificuldades, e aBeleza que adorna as ações, o caráter e o espírito do maçom.

ESCADA DE JACÓ:

Simboliza a escala da hierarquia maçônica, na qual ascendem aqueles que pela fé e pelo esforço, tiverem conseguido transformar a pedra bruta em pedra polida, apta à construção da vida.

FERRAMENTAS DE TRABALHO:

O "Esquadro, o Nível e o Prumo" simbolizam as ferramentas utilizadas pelos maçons na construção da Ordem.

DESBASTANDO A PEDRA BRUTA:

Representa o Emblema do Aprendiz, ao qual cabe a obrigação de desvencilhar-se dos defeitos e das paixões, para poder trabalhar na construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da maçonaria

"Os selos divulgam os mais relevantes princípios e fundamentos da Maçonaria, como o de orientar no caminho da vida, animar e sustentar o homem em todas as dificuldades e adornar as ações, o caráter e o espírito do Maçom. Também instrui sobre a obrigação do aprendiz em desbastar a Pedra Bruta, desvencilhando-se dos defeitos e das paixões, que habita, preparando-se para a construção moral da humanidade, a verdadeira obra da Maçonaria. A ascensão dos Maçons que, pela fé e pelo esforço, tiverem conseguido transformar a Pedra Bruta em Pedra Cúbica, é outro aspecto valorizado pela Maçonaria e perpetuado por esta emissão."

(Laelso Rodrigues, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil à época do lançamento)

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Brasil, 2007 e Uruguai, 2007

(emissão conjunta)

Selo comemorativo:

1807-2007 - Bicentenário de Nascimento do Maçom Giuseppe Garibaldi




O primeiro selo mostra Giuseppe Garibaldi a cavalo, levando a bandeira dos revolucionários gaúchos, simbolizando a importância de seu papel na Revolução Farroupilha. O símbolo da maçonaria com o Esquadro e Compasso aparece no canto superior direito.

O segundo selo apresenta à direita, o rosto de Giuseppe Garibaldi nas cores verde e branco e uma linha vermelha, simbolizando as cores da bandeira da República Italiana, em homenagem à Itália pela qual Garibaldi combateu. À esquerda, uma fragata do século XIX, em que tremula a bandeira do Uruguai, lembrando a atuação de Garibaldi como Comandante da Frota na defesa do governo daquele país.

1º - Desenho feito por Márcia Mattos (Brasil).

2º - Desenho feito por Carlos Menck Freire (Uruguai).



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Brasil, 1992

Selo comemorativo emitido em 20/agosto/1992 (Dia do Maçom):

Homenagem ao Grande Oriente do Brasil

Símbolo do "Esquadro e Compasso" e maquete do Palácio Maçônico do Grande Oriente do Brasil (Brasília/DF), inaugurado em 04/dezembro/1992. O Grão-Mestre Geral na época era o Irmão Jair Assis Ribeiro.





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Brasil, 1988

Selo comemorativo: Sesquicentenário (150 anos) da morte de José Bonifácio de Andrada e Silva

Pintura de José Bonifácio com símbolos do Brasil Império e da Maçonaria.

Descrição do Edital: "O selo mostra a figura de José Bonifácio de Andrada e Silva, O Patriarca da Independência, com elementos que o identificam: o brasão de armas do Brasil independente, envolvido pela cruz da Ordem de Cristo, o martelete e o minério do mestre da mineralogia e, ainda, a faixa, o avental e o emblema maçônico para lembrar o Grão-Mestre de maçonaria. O artista fez o retrato a bico-de-pena e aquarela inspirando-se em uma gravura e uma litografia da época."

Desenho feito pelo quadrinhista, pintor e historiador Ivan Wasth Rodrigues.



Envelope de Primeiro Dia de Circulação (06 de abril de 1988),

com o carimbo comemorativo:




Ilumina teus povos: dá socorro

Pronto e seguro ao índio tosco, ao negro,

Ao pobre desvalido; então riqueza

Teus cofres encherá...

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Brasil, 1977

Selo comemorativo emitido em 18/julho/1977: Cinquentenário de Fundação das Grandes Lojas Brasileiras:

- Grande Loja da Bahia nº 1, fundada em 22.05.1927;

- Grande Loja do Rio de Janeiro nº 2, fundada em 24.06.1927;

- Grande Loja do Estado de São Paulo (GLESP) nº 3, fundada em 15.07.1927

O selo mostra símbolos do Esquadro, Compasso e a letra 'G', sobre o mapa do Brasil.





Envelope de Primeiro Dia de Circulação:



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Brasil, 1973

Selo comemorativo:

Homenagem ao Grande Oriente do Brasil - 1822/1973

Em 17/junho/1822 foi instalado no Rio de Janeiro o Grande Oriente do Brasil sendo José Bonifácio de Andrada e Silva nomeado o primeiro Grão-Mestre.





Envelope de Primeiro Dia de Circulação (24 de agosto de 1973):



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Vaticano, 1966



A figura da esquerda faz lembrar o símbolo do Mestre na maçonaria que é representado por um ancião de longas barbas, pensativo, portando nas mãos um compasso, diante de uma prancha. É sobre ela que o mestre estabelece seus planos.

A figura da direita faz lembrar o Mestre Construtor com a trolha do pedreiro assentando a pedra polida para a construção simbólica do templo.

Os selos foram desenhados pelo gravurista italiano Mario Rudelli e lançados pelo Vaticano em 1966, época do Papa Paulo VI.

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Bélgica, 1982/1983

Selo comemorativo dos 150 anos do Grande Oriente da Bélgica (1833-1983).

GROOTOOSTEN van BELGIË (em holandês)

GRAND ORIENT de BELGIQUE (em francês)

A imagem mostra o aprendiz maçom entre a pedra bruta e pedra lapidada. O aprendiz deve trilhar seu caminho trabalhando na pedra bruta, retirando sua aspereza e imperfeições até chegar na pedra polida, harmoniosa e aprimorada.

Os instrumentos de trabalho mostrados são o Esquadro, Compasso e o Malho.

A figura geométrica do círculo representa a vida e o triângulo contém a cabeça do homem em seu ápice, realçando




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França, 1973



Selo comemorativo dos 200 Anos do Grande Oriente da França (1773-1973).

(Bicentenaire - Grand Orient de France)

A imagem mostra um esquadro projetando sua sombra sobre a superfície do planeta Terra e o texto "Liberté - Egalité - Fraternité" (Liberdade - Igualdade - Fraternidade). Em volta, uma parte da Corda de 81 Nós, um símbolo significativo da maçonaria.



Pesquisa de um ir.: do GOSP enviada a este.
FM-oc

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Síntese Histórica da Maçonaria no Brasil


• Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1787, com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com jurisdição nacional, exatamente com a incumbência do levar a cabo o processo de emancipação do país.( Vide abaixo: Em "O Sumário de sua História...da criação da primeira Obediência Nacional).

• 1800/1801 - Maçons portugueses fundam no Rio de Janeiro a Loja "União", que mais tarde passou a denominar-se "Reunião" por terem a ela filiado outros maçons. Com as Lojas "Constância" e "Filantropia", filiou-se em 1800 ao Grande Oriente Lusitano. Separou-se, porém, por terem surgido discórdias e filiando-se ao Grande Oriente da França, adotando o rito Moderno.

• Em 1802 é instalada na Bahia a Loja "Virtude e Razão", da qual saíram, em 1807, a Loja "Humanidade" e, em 1813, a Loja "União".

• Em 1807, a 3 de março, ressurge a Maçonaria no Brasil com a instalação da Loja "Virtude e Razão Restaurada", na Bahia.

• Em 1809, D.João, Príncipe Regente, ao receber uma longa lista de nomes de maçons, para serem presos, respondeu nesses termos: "Foram estes que me salvaram".

• Em 1809 funda-se em Pernambuco uma Loja da qual fizeram parte os padres Miguel Joaquim de Almeida e Castro, João Ribeiro Peixoto e Luiz José Cavalcante Lins. Esta Loja teve intuitos puramente políticos e os padres que faziam parte do seu Quadro tinham sido iniciados em Lisboa em 1807.

• Em 1812 funda-se, na freguesia de São Gonçalo, Niterói, a Loja "Distintiva". Essa Loja tinha sinais, toques e palavras diferentes das outras Lojas, tendo por emblema um índio vendado e manietado de grilhões e um gênio em ação de o desvendar e desagrilhoar. Era ela republicana e revolucionária. Denunciada, foi dissolvida, sendo lançados no mar, nas alturas da ilha dos Ratos, seus arquivos e alfaias.

• Em 1813, na Bahia, é fundado o primeiro Grande Oriente com as Lojas "Virtude e Razão", "Humanidade" e "União", que adormeceu devido a desastrosa revolução de 1817.

• Em 1815, a 12 de dezembro, na residência do Dr. João José Vahia, é instalada a Loja "Comércio e Artes", que logo depois adormeceu.

• Existia no Recife, em 1816, uma Grande Loja Provincial reunindo as Lojas "Pernambuco do Oriente", "Pernambuco do Ocidente", "Restauração e Patriotismo" e "Guatimozim".

• O ano de 1821 começara para D.João VI como principiara o de 1807. O Grande Oriente Lusitano levara-o, quinze anos antes, a transferir a sede do governo monárquico da Nação Portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro. Decorrido três lustros, esse mesmo grande Oriente obrigá-lo-ia a retransferir a sede do seu governo do Rio de Janeiro para Lisboa.

• Em 1822, a 10 de março, por proposta de Domingos Alves Branco, a Loja "Comércio e Artes" confere ao Príncipe D.Pedro o título de "Protetor e Defensor Perpétuo do Brasil". A 26 de maio, José Bonifácio é iniciado na Maçonaria. A 21 de maio, em plena sessão das Cortes, em Lisboa, o Maçom Monsenhor Muniz Tavares diz que - talvez os brasileiros se vissem obrigados a declarar sua independência de uma vez. A 2 de junho, José Bonifácio, com outros maçons, funda a sociedade secreta "Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz", melhor conhecida com o nome de "Apostolado", da qual fez parte D.Pedro, com o título de Arconte-Rei. A 5 de agosto, com a dispensa do interstício, D.Pedro é exaltado ao grau de Mestre. A 14 de setembro D.Pedro é investido no cargo de Grão Mestre no Grande Oriente do Brasil. A 4 de outubro, D.Pedro oferece a Gonçalves Ledo o título de marquês da Praia Grande que é por este recusado, com a declaração de ser muito mais honroso o de brasileiro patriota e de homem de bem. A 21 de outubro, D.Pedro, Grão-Mestre, manda a Gonçalves Ledo que suspenda os trabalhos no Grande Oriente. A 25, em decreto, D.Pedro determina o encerramento das atividades maçônicas. Diversos maçons são presos. Ledo consegue fugir para a Argentina.

• Em 1823, a 25 de março o Apostolado aprova o projeto da Constituição Brasileira. A 23 de julho, o Apostolado é violentamente fechado. A 20 de outubro, D.Pedro, Imperador proíbe as sociedades secretas do Brasil, sob pena de morte ou de exílio.

• A 13 de janeiro de 1825, o Maçom, frei Joaquim do Amor Divino Caneca é fuzilado no Recife.

• A 23 de novembro de 1831, o Grande Oriente do Brasil restabelece suas atividades, adormecidas desde 1822, sendo reeleito José Bonifácio de Andrada e Silva para o cargo de Grão-Mestre. Nesta oportunidade é lançado um manifesto a todos os Corpos Maçônicos Regulares do mundo contendo subsídios de extraordinária importância para a História do Brasil. Instala-se, a 12 de novembro, o Supremo Conselho do Rito Escocês para o Brasil, sendo seu primeiro Grande Comendador, Francisco Gê Acayaba de Montezuma, visconde de Jequitinhonha. No surgimento da Maçonaria em 1832, no Rio de Janeiro, existiam dois Grandes Orientes - o Grande Oriente do Brasil, presidido por José Bonifácio que teve sede na atual Rua Frei Caneca, e o Grande Oriente Nacional Brasileiro, presidido por Britto Sanchez, com centro à Rua dos Passos. Em uma cisão havida neste último, surge outra Potência, tendo como Grão-Mestre o marechal Duque de Caxias. O antagonismo e a animosidade que dividiam os grupos maçônicos levam este Grande Oriente a abater Colunas, depois de ser despejado por dificuldade financeira. Sem dúvida, não encontrara o Duque de Caxias, entre os maçons da época, espírito de cooperação e fraternidade.

Duque de Caxias

DUQUE DE CAXIAS








Patrono do exercito brasileiro e Grão-Mestre de Honra do Grande Oriente do Brasil, Luiz Alves de Lima e Silva nasceu na Fazenda Taquaruçu, Porto de Estrela, hoje município de Caxias – na Província do Rio de janeiro, no dia de São Luis, 25 de agosto de 1803, numa família de militares.

Neto, filho e irmão de militares, logo aos cinco anos.a 22 de novembro de 1808, era reconhecido cadete, segundo o costume da época, nas famílias militares. Aos 14 anos, entrou para o serviço efetivo do Exercito e, um ano depois, já era alferes, tendo sido transferido para a Academia Real Militar, que fora criada em 1814, pelo príncipe regente D João, o futuro D João VI, de Portugal.

A 2 de janeiro de 1821 era promovido a tenente e em dezembro do mesmo ano, concluía o curso de oficial, incorporando-se ao Primeiro Batalhão de Fuzileiros.

Em 1822 ocorria a Independência do Brasil e a reação portuguesa, na Bahia. Era então, chamado a enfrenta esta reação, incorporando-se ao recém criado Batalhão do Imperador, sob o comando de seu tio Jose Joaquim de Lima e silva, recebendo seu batismo de fogo, quando, num ataque frontal, conquistava uma posição fortificada a 28 de março de 1823. Em julho do mesmo ano, com o termino da refrega ele voltava ao RJ, coberto de glória, sendo promovido a capitão.

Em 1824, com apenas 21 anos de idade recebia do Imperador D Pedro I, a Imperial Ordem do Cruzeiro. Em 1825 partia, para servir na Guerra da Cisplatina, que se estendeu até 1828, tendo sido citado por bravura, três vezes, promovido a major e recebido comendas da Ordem de São Bento de Avis e Hábito de Rosa.

Após a abdicação de D Pedro I, a 7 de abril de 1831 ele era encarregado pelo Ministro da Justiça (que foi maçom) de organizar uma unidade de 400 oficiais, o Batalhão Sagrado, para manter a ordem e evitar a anarquia, competindo também a ele, organizar a Guarda Municipal Permanente, hoje Policia Militar, que a 3 de abril de 1832, derrotaria as forças do Major Miguel Frias de Vasconcelos, que sublevara seus companheiros de prisão, na Fortaleza de Villegaignon, pretendendo derrubar a regência.

A 2 de fevereiro de 1833, o Major Lima e Silva se casava com Ana Luisa, na Igreja da Candelária, no RJ. Em 1837 era promovido a Tenente Coronel e em 1839, seguia-se para o RS, sacudido pela Revolução Farroupilha, em viagem de inspeção, como conselheiro militar, na comitiva do Ministro da Guerra, Sebastião de Rego Barros. Ao voltar ao RJ, ele recebia do Regente Araujo Lima, que sucedera Feijó, a oferta para comandar as forças do Sul, ele se recusaria a isso, porém, porque era tenente coronel e havia muitos generais na região.O rígido respeito à hierarquia seria uma tônica em sua vida.

Ainda em 1839 era nomeado presidente e comandante geral das forças militares do Maranhão, para por fim à rebelião conhecida por “a balaiada”, que tinha esse nome, por ser liderada pelo fabricante de balaios Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, que se opunha o governo provincial. A 4 de fevereiro de 1840 ele chegava a São Luis e em março libertava a cidade de Caxias, dando por encerrada a sua missão, em janeiro de 1841, com o esmagamento da revolta e a anistia a cerca de 12 mil rebeldes.

A 13 de maio do mesmo ano, retornava ao RJ, sendo a 18 de julho, promovido a general-brigadeiro. Na mesma época, recebia o título de Barão de Caxias, referência à cidade em que derrotara os balaios.

A 21 de março de 1842 era nomeado comandante da Armas da Corte, ao tempo em que irrompia a Revolução Liberal, em SP e MG, tendo Feijó como um de seus líderes.

A 17 de maio, Caxias era nomeado comandante-chefe das forças em São Paulo e vice-presidente da Província. A tomada de Sorocaba, a 20 de junho, e o cerco a Santa Luzia, a 20 de agosto, decidiram a sorte dos revoltosos. A essa altura dos acontecimentos, já era maçom, época em que permaneceu mais tempo sediado no RJ.

Em setembro de 1842 reassumia o Comando das Armas da Corte, sendo cognominado o Pacificador, pois já pacificara três províncias, restando apenas a do RS. Mas já a 9 de novembro de 1842, ele era nomeado Comandante de Armas e Presidente dessa Província, para acabar com a Revolução Farroupilha – ou Guerra dos Farrapos – o que conseguia somente dois anos após, em janeiro de 1845, completando a obra pacificada e garantindo a unidade nacional. Era, então, promovido a marechal-de-campo, agraciado com o título de Conde e indicado para o Senado.

Em 1852, partiria novamente para o sul, para participar da Campanha contra Oribe e Rosas, encerrando sua missão a 4 de junho de 1852. A26 de julho ele recebia o título de Marquês. Em 1855 era convidado a ocupar a pasta da Guerra, no Gabinete presidido pelo Marques do Paraná (maçom). Após o falecimento deste, ele era indicado para a presidência do conselho de Ministros, anos depois, em 1861 a 1862, voltaria a ocupar a chefia do Gabinete conservador.

Em 1865 ao se iniciar a Guerra do Paraguai, Caxias era mantido fora da luta, já que o gabinete Liberal, presidido por Zacarias de Goes, não simpatizava com a sua posição política conservadora. Todavia a 10 de outubro de 1866, com o general Osório (maçom,) ferido e fora de combate e diante do rumo que tomava a guerra, Zacarias rendia-se a evidencia e nomeava Caxias para a chefia das tropas brasileiras.

Assim, em 22 de julho de 1867, com 64 anos de idade ele reiniciava sua luta, reorganizando o Exercito combalido Começavam então, a partir daí a surgir vitórias Tuiu-Guê, Membuci, Potrero Obella, Taq e Humaitá. Todavia, sentindo que lhe faltava apoio moral do governo, ele apresentava seu pedido de exoneração, após a passagem de Humaitá. O Conselho de Estado, porém, acabaria optando pela retirada do ministério liberal, prestigiando a Caxias, que fortalecido, prosseguia numa série de vitórias – Itororó, Avaí e Lomas Valentias – até a entrada triunfal em Assumpção, a 5 de janeiro de 1869.

Retornando ao RJ era coberto de honrarias e medalhas, sendo agraciado com o título de Duque, o mais alto de toda hierarquia da nobreza, abaixo apenas da Realeza (foi o único Duque da história do Brasil Imperial).

A 25 de junho de 1875 o imperador D Pedro II o nomeava Presidente do Conselho de ministros, para, mais uma vez, pacificar a nação ao fim da tormentosa questão religiosa. Dois anos depois, ele deixava o ministério, retirando-se para a fazenda de seu genro, barão de Santa Mônica, aonde viria a falecer, 20:30 hs do dia 7 de maio de 1880.

Foi iniciado Maçom, provavelmente em 1841, numa das Lojas do Grande Oriente Brasileiro, no RJ. Depois do período de inatividade da Maçonaria brasileira, forçado pelo fechamento do Grande Oriente Brasílico (25 outubro de 1822), a Maçonaria ressurgia, em 1830 com a criação do Grande Oriente Nacional Brasileiro, que só foi instalado a 14 de junho de 1831, apenas como Grande Oriente Brasileiro, que se tornou mais conhecido, historicamente, como Grande Oriente de Passeio, em alusão ao local em que se instalou, no RJ, depois de ficar algum tempo na rua Santo Antonio, desaparecendo no início dos anos 60. No mesmo ano de 1831, em outubro, os remanescentes do primeiro Grande Oriente reuniram-se e reinstalaram as três Lojas que o haviam fundado: Comércio e Artes, União e Tranqüilidade e Esperança de Niterói, para a, 23 de novembro reinstalar, sob o título de Grande Oriente do Brasil, o Grande Oriente Brasílico de 1822.

Em 1832 era fundado o Supremo Conselho para o Império do Brasil do REAA, por Francisco GÊ Acayaba de Montezuma, (originalmente Francisco Gomes Brandão); era uma obediência autônoma a qual, inclusive, criava suas próprias Lojas.Em 1835, Montezuma era demitidos do cargo de Soberano Grande Comendador e excluído do Supremo Conselho, por sua truculência e malversação dos metais da Obediência, sendo substituído por José Bonifácio de Andrada e Silva. Com a morte deste, em 1838, assumiria o cargo de seu irmão Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva.Em 1840, a 1 de dezembro – e esse é um fato importante para o Supremo Conselho e para Caxias – tornava-se o Soberano Grande Comendador o conde – depois marques – de Lages , João Vieira de Carvalho.

Nessa época o Grande Oriente de Passeio começava a conhecer um período de declínio, o que faria perder diversas lojas para o Grande Oriente de Brasil. Esse fato o teria levado a uma maior aproximação, com o supremo conselho, que também estava em fase de declínio, o que precipitaria a fusão entre as duas obediências, acontecia a 5 de dezembro de 1842, quando o supremo.

Conselho ratificava o texto do tratado apresentado pelo Passeio, a 4 de novembro. Depois de uma época de marasmo e sem grandes perturbações, as duas Obediências então fundidas, iriam conhecer uma fase de grande agitação, a qual seria iniciada em 1846, com uma série de defecção em suas fileiras: o Grão Mestre Candido José de Araújo Viana, futuro visconde e marques de Sapucaí, deixava o cargo e, com diversos outro membro, proeminentes do supremo conselho, filiava-se ao Grande Oriente do Brasil, em vista do movimento subterrâneo, liderado pelo Grande Secretário do Passeio Brito Sanches, para empalmar o poder, com o apoio ou conivência de membros do Supremo conselho. Araújo Lima foi substituído pelo Senador Manoel Alves Branco, que entraria em choque com o supremo Conselho, chegando a fundar outra Oficina chefe do rito, irregular, em janeiro de 1847.

Diante de tais fatos, o conde de Lages, já doente e sem condições de enfrentar essa dura batalha, entregava a direção do supremo conselho a Luis Alves de Lima e silva, então conde de Caxias, o qual, pelo prestígio que já desfrutava era, certamente, o único capaz de salvar a obediência, tirando-a Ada crítica situação. Assumindo, Caxias, imediatamente, declarava independente o supremo conselho, saindo da sede do
Passeio e mantendo o título que a obediência tinha, desde a fusão: Muito poderoso Conselho do REAA do GOB. Tornava-se ele, assim, Grão Mestre desse Grande Oriente, que passaria à história como “Grande Oriente de Caxias”, o qual iria criar diversas lojas importantes, entre as quais a tradicional Loja Piratininga, da província de São Paulo. Caxias, todavia, devido a sua intensa vida política militar, pouco podia se dedicar à obediência maçônica, que era bastante frágil, o que fez com que ele começasse a planejar sua fusão com o Grande Oriente do Brasil, que era o círculo maçônico de maior proeminência. Em julho de 1849, ele encarregava João Francisco Tavares Carvalho, membro proeminente da obediência, de proceder aos estudos necessários para a planejada fusão. Mesmo arquitetando a fusão, não deixava Caxias de criar novas lojas simbólicas, pois além da já citada Piratininga, foram criadas, também na província de SP, as Lojas Firmeza, em Itapetininga e a Fraternidade, de Santos, em 1852 e 1853, respectivamente.

Com o prosseguimento dos entendimentos com o GM do GOB, o visconde e futuro marques de Abrantes, foi incluída, na Constituição do GOB, a 15 de setembro de 1852, a clausula que previa a incorporação do Supremo conselho a um mandado de cinco anos par a Alta Administração da Obediência.

Essa constituição, porém, iria provocar uma grande crise no GO. Ela substituía a constituição de 1842, que era muito liberal e atrativa para os que desejassem solicitar filiação do GOB e que trouxera, para este, muitos refugos do GOP, os quais criariam, depois, muitos problemas. Um dos problemas que aconteceu quando a Carta Magna de 1852 colocou fim a liberalidade, que permitia que o GO fosse tomado de assalto por elementos perniciosos: os interessados rebelaram-se criando o GO Revolucionário, o que provocou o imediato pedido de demissão do visconde de Abrantes e do dois GM Adjunto, João Pereira Faro, barão do Rio Bonito, passando, o GOB a ser dirigido, interinamente por Manoel Joaquim Menezes. Como, todavia, a maioria das lojas não aceitou a situação, os lideres da revolta acabaram ficando numa situação insustentável, a ponto de terem de solicitar a volta de Abrantes, o qual, esquecendo-se de todas as ofensas que recebera dos revoltosos e no intuito de salvar o GO de uma situação caótica, concordou em voltar, sendo reempossado em 5 de novembro de 1853. E a instalação oficial, do Supremo conselho, trazido com a incorporação do GO de Caxias, acontecia em 1854, sendo ratificada pela constituição de fevereiro de 1855, que substituía da de 1852. Essa carta magna, entre outras coisas, separou os ritos, destacando o REAA com a afetiva incorporação do legítimo Supremo conselho de Caxias. Os outros dois ritos praticados no Brasil na época – moderno e adoniramita – que ainda continuava a fazer parte do Grande Colégio de Ritos, reorganizado por Manoel Joaquim Menezes, em 1842, foram acomodados, com a extinção do Grande Colégio, no Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis, cujo regulamento geral seria aprovado a sete de maiom1 858.

Não desejando Caxias continuar no cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho, este passou a ser exercido pelo GM, assim se mantendo numa situação que, posteriormente, seria considerada irregular e condenada pela Conferência de Supremos conselhos, em Lausanne, em 1922. Mas continuou com um dos baluartes do Supremo conselho: vinte anos de pois, em 1874, ainda era o quarto, na hierarquia da obediência, tendo à sua frente, apenas os dignitários do GOB: O Grão Mestre e Conselheiro de Estado, visconde do Rio Branco, o Conselheiro de Guerra, barão de Angra e o Conselheiro Joaquim Marcelino de Brito.

domingo, 8 de agosto de 2010

200 Anos Benso Di Cavour!!!

"CAVOUR, UOMO-SIMBOLO DELL’UNITA’ NAZIONALE

E PROFETA DI UN PIEMONTE E DI UN’ITALIA CHE SI APRIVANO ALL’EUROPA"


"Cavour, o homem-símbolo da unidade" nacional,

E profeta do Piemonte e de uma Itália que se abriu para Europa "



"O homem que confia em homens cometerá menos erros do que aquele que desconfia."

--Camillo Benso di Cavour.



Para entendermos quem foi Camillo Benso Di Cavour, teremos que entender o que se passava naquela época. Que contexto cresceu o menino Camillo Benso, quais seus medos como cidadão Pimontês, quando já adulto; e suas esperanças quando se tornou principal Símbolo do ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade do Século XIX.

Após o colapso do Império Napoleônico em 1814, foi realizado o Congresso de Viena em 1815, com a finalidade de restituir as Famílias Reais que reinavam na Europa antes de Napoleão, bem como reconstituir seus respectivos Reinos. Em conseqüência do Congresso, ficou decidido que grande Parte da Península Itálica ficou sob o domínio Austríaco. Assim, ficou decidido que a Itália ficaria a partir daquela data constituída da seguinte forma:

• ao norte o Reino da Sardenha e Piemonte, o Reino Lombardo-Veneziano e os Ducados de Parma, Toscana (Florença)

• Módena e Luca;

• no centro, os Estados da Igreja (Roma)

• ao sul o Reino das Duas Sicílias

• no Adriático a Ístria e a Dalmácea

Desejosos da unificação da pátria, muitos nacionais nos reinos formaram sociedades secretas. A mais conhecida era a "Carbonara", inspirada pelo iluminismo e ideais da Revolução Francesa. O nacional mais destacado nesses ideais foi Giuseppe Mazzini, criador do Risorgimento em 1815.

O Risorgimento trata-se do processo de constituição da Itália moderna e, esquematicamente, pode ser dividido em quatro fases distintas:

1) 1815-1847, sob a influência da Revolução Francesa, é colocada em circulação uma ideologia liberal-nacionalista, o que prepara um ambiente moral e intelectual;

2) 1848-1849, eclodem diversos movimentos republicanos de duração pequena, abandona-se a unificação “neoguelfa”, que seria dirigida por um Papado liberal;

3) 1850-1861, a política “moderada” afirma-se progressivamente, sob o comando de Camillo Benso di Cavour e da nobreza da Casa de Savóia, do reino Piemonte-Sardenha, com Garibaldi que liberta o sua em sua “Expedição dos Mil”;

4) 1861-1870, esta é o momento da unificação e da consolidação estatal, são anexadas Veneza(1866) e Roma é ocupada (1870)

Interessante afirmar, que no Primeiro período citado, destaca-se ações de organização de fomentação da idéias, para que pudesse ser postas em prática na fase seguinte. Tudo de forma clandestina como foi feito durante a Revolução Francesa.

Na Segunda Fase, em janeiro de 1848, o povo de Palermo expulsou o exército de Fernando II, rei das Duas Sicílias, que, em resposta à explosão de revoluções no continente, prometeu a seus súditos uma constituição. Por sua vez, Leopoldo II, grão-duque de Toscana, aprovou uma constituição para seu ducado. Em Turim, o rei Carlos Alberto, por sugestão do conde Camillo Benso di Cavour, prometeu também a aprovação de uma constituição. Para que assim, estabelece-se a ordem natural dentro dos reinos e que de forma “iluminada”, e não revolucionária de cunho social, como ocorreu na França em 1789, virasse um “banho de sangue”

Na Terceira Fase, que é a Unificação propriamente dita, irei descrever com maiores detalhes quando falarmos do Conde Di Cavour, importante salientar que nesse período, ocorreu a Guerra da Criméia(1853-1856), envolvendo as principais Potências Européias da época. Esta guerra é um fator preponderante, para o processo que o nosso Di Cavour, utiliza para fortalecer suas ações diplomáticas.



Camillo Benso, Conde Di Cavour. (1810-1861)


Em poucas palavras resumimos que Camilo Benso, o Conde de Cavour (Turim, 10 de Agosto de 1810 — Santena, 6 de Junho de 1861) foi Patriarca da Unificação Italiana. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália entre 23 de Março de 1861 até 12 de Junho de 1861. Foi estadista piemontês, líder agricultor, financista e industrial.

Segundo filho do marquês Michele Benso e da Suíça Adèle de Sellon, Cavour foi, enquanto jovem, oficial do exército. Deixou a vida militar em 1831, viajou pela Europa durante quatro anos estudando particularmente os efeitos da revolução industrial na Grã-Bretanha, França e Suíça, absorvendo os princípios econômicos, sociais e políticos do sistema liberal britânico.

Voltando ao Piemonte-Sardenha em 1835, ocupou-se sobretudo de agricultura, e se interessou também de economia e pela difusão de escolas e creches. Graças a sua atividade comercial e bancária, Cavour chegou a ser um dos homens mais ricos do Piemonte. A fundação do diário "Il Risorgimento" em dezembro 1847, marcou o inicio de seu compromisso político. Segundo ele, somente uma profunda reestruturação das instituições políticas piemontesas e a criação de um Estado territorialmente amplo e unido na Itália, poderia permitir a realização do processo de desenvolvimento e crescimento econômico-social que ele mesmo promoveu através da sua própria iniciativa nos anos anteriores.

No ano de 1850, sendo que se pôs em evidencia na defesa das leis Siccardi (leis promovidas para diminuir os privilégios do clero e que previam a abolição dos tribunais eclesiásticos e do direito de asilo nas igrejas e nos conventos, a redução do numero das festividades religiosas, a proibição das corporações eclesiásticas de comprarem bens e receberem heranças ou donativos sem a permissão do governo), Cavour foi chamado a participar do gabinete D'Azeglio como ministro da Agricultura, do Comércio e da Marinha. Em seguida foi nomeado ministro das Finanças, e neste cargo ele foi logo adquirindo uma posição de destaque. A sua reputação de homem liberal leva Vítor Emanuel II, rei do Piemonte-Sardenha, a chamá-lo para o lugar de primeiro-ministro (4 de Novembro de 1852), com o intuito de uma harmonização entre centro-esquerda e o centro-direita, tão necessária à solidez do governo

Quando foi nomeado presidente do conselho (primeiro-ministro), ele já tinha em mente um programa político muito claro e definido e estava decidido a realizá-lo embora ciente também das dificuldade que teria de superar. O principal obstáculo derivava do fato de que ele não gozava da simpatia dos setores extremos do Parlamento, enquanto a Esquerda não acreditava nas suas intenções reformadoras, a Direita achava-o um perigoso jacobino revolucionário e demolidor das tradições seculares.

As Revoluções de 1848 na Itália tornaram claro que a unificação deveria vir através de ações do Estado italiano mais forte, o Piemonte-Sardenha. Ele visou sobretudo, em matéria de política interna, fazer do Piemonte um Estado constitucional, inspirado num liberalismo moderado e progressivo, onde a liberdade seria a premissa de todas as iniciativas. Convencido de que os progressos econômicos eram de importância fundamental para a vida política de um país, ele dedicou-se a uma radical renovação da economia piemontesa:

• a agricultura foi valorizada e modernizada graças ao uso contínuo de adubos químicos que eram cada vez mais difundidos, a uma vasta obra de canalização destinada a eliminara freqüente.falta de água para a irrigação, e a facilidade de transporte dos produtos agrícolas;

• a industria foi renovada e fortalecida através da criação de novas fábricas e ao aumento da.capacidade produtiva daquelas já existentes especialmente as do setor têxtil;

• o comércio fundado no livre intercâmbio interno e externo e facilitado por uma série de tratados com a França, Bélgica e Holanda ( 1851-1858), conseguiu um forte crescimento.

Além disto tomou medidas para:

• renovar o sistema fiscal, baseando-o não somente sobre impostos indiretos, mas também sobre os impostos diretos que afetam sobretudo as grandes rendas;

• fortalecer os bancos com a instituição de um "Banco Nacional" para a concessão de empréstimos com juros não muitos elevados.

A progressiva consolidação política, econômica e militar, direcionou Cavour a uma ousada política externa capaz de tirar o Piemonte-Sardenha do isolamento. Num primeiro momento ele pensou que não era oportuno destacar-se do velho programa de Carlos Alberto (que visava a saída do Império Austríaco do Reino Lombardo-Vêneto e a conseguinte unificação da Itália do Norte sob a monarquia dos Sabóia), todavia em seguida advertiu a possibilidade de alargar sua política em sentido nacional, aderindo ao programa unitário de Mazzini, em bases monárquicas e liberais. De qualquer modo o primeiro passo era o de impor o problema italiano à atenção européia, e para isso ele usou todo ou seu talento.

A entrada do Piemonte-Sardenha na guerra da Criméia deu-lhe voz internacional e a chance de alianças essenciais para o fim do controle austríaco sobre a Itália. No dia 21 de julho de 1858 encontrou Napoleão III em Plombières onde foram criadas as bases de uma aliança contra o Império Austríaco. O tratado oficial estabelecia que:

• a França interviria ao lado do Piemonte somente no caso em que a Áustria fosse a agressora;

• em caso de vitória, se formariam na Itália quatro Estados reunidos em uma única confederação colocada sob a presidência honorária do Papa, mas dominada substancialmente pelo Piemonte-Sardenha: um na Itália do Norte com a anexação ao Reino de Sardenha, do Reino Lombardo-Vêneto, dos ducados de Parma e Módena e da restante parte da Emília; um na Itália Central, compreendendo a Toscana, Marche e a Úmbria; um terceiro na Itália do Sul correspondente ao Reino das Duas Sicílias; um quarto formado pelo Estados Pontifícios, com Roma e arredores.

• Em compensação pela ajuda fornecida pela França, o Piemonte deveria ceder para Napoleão III o Ducado de Savóia e o condado de Nice.

É bastante evidente como um tratado deste tipo não tinha absolutamente em conta as aspirações unitárias da maior parte da população italiana, e que visava somente eliminar o predomínio austríaco na península.

A segunda guerra de independência permitiu a aquisição da Lombardia, mas a extensão do movimento democrático-nacional suscitou nos franceses o medo de que a Itália pudesse criar um Estado unitário forte demais: o armistício de Villafranca provocou o congelamento temporário das agitações e também a decisão de Cavour de abandonar a chefia do governo.

Ele voltou ao cargo no começo de 1860, quando conseguiu novamente o apoio francês e foi o arquiteto da unificação de todo o norte da Itália sob a liderança de Vítor Emanuel II, em 1859. Cavour utilizou a expedição dos Mil de Garibaldi à Sicília e Nápoles no ano seguinte para trazer estes Estados para a Itália unificada. Na mesma época, ordenou a invasão do Estado Pontifício. A habilidade diplomática de Cavour em manter o consentimento das potências européias e a fidelidade de Garibaldi no dito "Itália e Vítor Emanuel" levaram, assim, à proclamação do Reino de Itália no dia 17 de março de 1861. Primeira pessoa a ocupar o cargo de primeiro-ministro italiano, em fevereiro de 1861.

Napoleão III tinha desejo de retomar territórios que seu tio tinha antes (que englobava Liguria, toscana, estados papais). Ao Ver que Cavour a frente do estado que se formara já tinha apoio da Inglaterra e que já detinha apoio da Russia. Esses aliados também forçaram a França devolver Genova a então Itália. O problema que assim Napoleão perdia a hegemonia do mediterrâneo e via seus planos de supremacia escorrer pelo ralo. Alias Napoleão foi sórdido o tempo todo, não cumprindo diversos tratados feitos com Cavour.

Cavour morre envenenado por Napoleão III. Num encontro com uma concubina em seus aposentos, apresentou sintomas agravados de uma típica febre tifóide, que a medicina forense da época não descobriu, que na verdade era sintomas de envenenamento por extrato de raiz de cicuta; Cavour morreu quatro meses depois, ainda negociando para assegurar a completa unificação italiana com a inclusão de Veneza e dos Estados Papais (leia-se Roma).

Assim Cavour, representava o centro entre opostos, o “justo meio”. O juste milieu é uma idéia muito cara aos moderados, e Cavour o utilizava no sentido de dizer que representava a “justeza política”, a “justeza racional”; no entanto o “justo meio” fora apenas sua propaganda. Gramsci, filósofo marxista, diz que o juste milieu contribuiu para a construção de um Estado estreito, sectário, que lutou e foi vitorioso contra as forças populares.

Logo, Camilo Benso, foi mais que o Conde Di Cavour. Foi o “Messias Italiano”, o Profeta que fez o que era impossível. Unir uma Itália dividida, repleta de vaidades e interesses, sob uma mesma bandeira, transformando-a numa Potência da Europa. Uma Pátria, para os herdeiros legítimos das tradições Romanas.



Viva, Aos 200 anos de Glória, do Grande Estadista Moderador!!

Viva a Cavour, arquétipo da Unificação Italiana!!!



F.:M:.-oc

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