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Seja bem-vindo a compartilhar conosco, idéias e informações sobre o legado deixado dessa Magnífica Ordem.
Trabalhem para a Grande Obra.'.
Estudem suas Ordens Iniciáticas e Filosofia.
Façam o seu papel, critique e apresente suas ideias sobre o nosso cotidiano no Mundo.
Deixe sua sugestão, pergunta ou comentário.
Além disso, conheça mais o legado das demais Ordens herdeiras das tradições Templárias, a Maçonaria.:, RosaeCrucis.:, Golden Dawn:., Thelema:.,Sistemas herméticos e esotéricos.
"Gloria in Excelsis in Deo Et in Terra Pax Hominibus Bonae Voluntatis"
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domingo, 1 de janeiro de 2012
Causo do Mineiro!!!
Zé!,
Priciso ti contá esta história.
Tava eu numa noite dessas procurando uma loja de coisas da tua profissão prá comprá o seu presente de Natal, quando encontrei um predião que me apontaram, tudo aceso, cheio de gente. Eta turma boa.
Perguntei: "Aqui é loja de pedreiros?"- Invés de resposta, só foi abraço. Descobriram logo que sou mecânico, Zé, porque todo mundo me perguntava onde ficava a minha oficina.
Lojona bonita aquela, com quadros, tapetes, ventiladores, até livro de visitas tinha que assiná. Gozado, com aquele calorão doido, queriam saber quantos graus estava fazendo e não tinha termômetro. Devia tá mais de 30, então "carquei" lá no livrão: 33. Acho que acertei na mosca, porque todo mundo me abraçava bastante.
Depois todo mundo entrou pro salão onde tava as mercadorias. Tinha cuié de pedreiro, prumo, nível, esquadro, alavanca, compasso, régua, até pedra. Tinha também mesas e cadeiras que não acabava mais. Acho que algumas dessas mesas tava com o tampo solto porque os caras pegaram uns martelinhos e começaram a batê. Até a porta devia está emperrada, porque um sujeito começou a batê com o cabo de um espeto.
Depois pensei que um indivíduo lá era cego. Perguntou onde sentava fulano..., onde sentava o sicrano..., queria saber que horas eram..., coitado! Teve um espírito de porco que falou prá ele que era meio-dia em ponto. E não é que ele acreditou!
Depois outro sujeito foi perto dele e começaram a cochichar aqui e ali. Um deles reclamou de um tal de Arão que fez um estrago com óleo. Disse que derramou na cabeça, na barba e no vestido de uma tal de Dona Orla. Confirmei qie o cara era cego porque ele falou que a loja tava aberta e então olhei e vi que tava fechada. Nessa hora notei que até lá você era conhecido. Sentiram sua falta e começaram a perguntar: "e o Zé?, e o Zé?, e o Zé?".
Depois aguentei um tempão um sujeito falá umas baboseiras que não entendí nada e, até que enfim, mandaram fazer as propostas. Veio outro sujeito recolher elas com saquinho e então mandei a minha: dava cinqüenta mangos naquela corda pindurada lá em cima, toda enroscada.
Sabe? O cara tava se fazendo mesmo de cego. Ele leu a minha proposta e não disse nada. Acho que fui munheca demais. Aí inventaram que estava chovendo, que tinha goteira na loja e acabaram me pondo prá fora.
Tá certo, Zé, era justo, era perfeito. Mas se acharam pouco o valor que eu escreví, bem que podiam fazer uma contraproposta, não acha?
autor desconhecido
Priciso ti contá esta história.
Tava eu numa noite dessas procurando uma loja de coisas da tua profissão prá comprá o seu presente de Natal, quando encontrei um predião que me apontaram, tudo aceso, cheio de gente. Eta turma boa.
Perguntei: "Aqui é loja de pedreiros?"- Invés de resposta, só foi abraço. Descobriram logo que sou mecânico, Zé, porque todo mundo me perguntava onde ficava a minha oficina.
Lojona bonita aquela, com quadros, tapetes, ventiladores, até livro de visitas tinha que assiná. Gozado, com aquele calorão doido, queriam saber quantos graus estava fazendo e não tinha termômetro. Devia tá mais de 30, então "carquei" lá no livrão: 33. Acho que acertei na mosca, porque todo mundo me abraçava bastante.
Depois todo mundo entrou pro salão onde tava as mercadorias. Tinha cuié de pedreiro, prumo, nível, esquadro, alavanca, compasso, régua, até pedra. Tinha também mesas e cadeiras que não acabava mais. Acho que algumas dessas mesas tava com o tampo solto porque os caras pegaram uns martelinhos e começaram a batê. Até a porta devia está emperrada, porque um sujeito começou a batê com o cabo de um espeto.
Depois pensei que um indivíduo lá era cego. Perguntou onde sentava fulano..., onde sentava o sicrano..., queria saber que horas eram..., coitado! Teve um espírito de porco que falou prá ele que era meio-dia em ponto. E não é que ele acreditou!
Depois outro sujeito foi perto dele e começaram a cochichar aqui e ali. Um deles reclamou de um tal de Arão que fez um estrago com óleo. Disse que derramou na cabeça, na barba e no vestido de uma tal de Dona Orla. Confirmei qie o cara era cego porque ele falou que a loja tava aberta e então olhei e vi que tava fechada. Nessa hora notei que até lá você era conhecido. Sentiram sua falta e começaram a perguntar: "e o Zé?, e o Zé?, e o Zé?".
Depois aguentei um tempão um sujeito falá umas baboseiras que não entendí nada e, até que enfim, mandaram fazer as propostas. Veio outro sujeito recolher elas com saquinho e então mandei a minha: dava cinqüenta mangos naquela corda pindurada lá em cima, toda enroscada.
Sabe? O cara tava se fazendo mesmo de cego. Ele leu a minha proposta e não disse nada. Acho que fui munheca demais. Aí inventaram que estava chovendo, que tinha goteira na loja e acabaram me pondo prá fora.
Tá certo, Zé, era justo, era perfeito. Mas se acharam pouco o valor que eu escreví, bem que podiam fazer uma contraproposta, não acha?
autor desconhecido
Maçom e o alfaiate
"O Maçom e o Alfaiate".
Um dia um homem recebeu a notícia de que seria iniciado Maçom, ficou tão eufórico que quase não se conteve:
- Serei um grande homem agora - disse a um amigo.
- Preciso de roupas novas, imediatamente, roupas que façam juz à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você, replicou o amigo.
- É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito, vou lhe dar o endereço. E o novo Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse: - Há mais uma informação que preciso ter.
- Há quanto tempo o senhor é Maçom ???
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu balandrau ???
Perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação senhor.
- É que um Maçom recém iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito.
- Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás, ano mais tarde, quando está ocupado com o seu trabalho e os transtornos advindos da experiência que o tornam sensato, e olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir, aí então, costuro o balandrau de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento.
- E mais tarde, depois que o maçom está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o balandrau de modo que as costas fiquem mais longas que a frente.
- Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor foi iniciado para que a roupa lhe assente apropriadamente. O novo Maçom saiu da alfaiataria pensando menos no balandrau e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.
autor desconhecido
Um dia um homem recebeu a notícia de que seria iniciado Maçom, ficou tão eufórico que quase não se conteve:
- Serei um grande homem agora - disse a um amigo.
- Preciso de roupas novas, imediatamente, roupas que façam juz à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você, replicou o amigo.
- É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito, vou lhe dar o endereço. E o novo Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse: - Há mais uma informação que preciso ter.
- Há quanto tempo o senhor é Maçom ???
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu balandrau ???
Perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação senhor.
- É que um Maçom recém iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito.
- Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás, ano mais tarde, quando está ocupado com o seu trabalho e os transtornos advindos da experiência que o tornam sensato, e olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir, aí então, costuro o balandrau de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento.
- E mais tarde, depois que o maçom está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o balandrau de modo que as costas fiquem mais longas que a frente.
- Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor foi iniciado para que a roupa lhe assente apropriadamente. O novo Maçom saiu da alfaiataria pensando menos no balandrau e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.
autor desconhecido
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Veja a Serpente querendo a palavra no meio dos bodes...
En cierta ocasión, un hermano masón que hacia la limpieza de su Logia, movió el Ara Sagrada y descubrió que justo debajo de ella existía un agujero.
Debo descubrir qué es esto – se dijo para sí, sorprendido.
Cuando se agacho, vio que era un profundo agujero iluminado por una extraña luz.
Debo descubrir que es esto y qué hay debajo – se dijo.
Tan pronto como se aproximo más, escuchó un silbido estruendoso y una serpiente surgió del agujero. El hermano masón salto hacia atrás alarmado. La serpiente era en verdad enorme y emanaba de ella una luz violeta.
Ahora voy a matarte dijo la Serpiente, porque me has despertado.
Pero te ha liberado – dijo el hermano masón, ¿Cómo puedes pagarme así? Matarme no sería lo mejor.
En primer lugar – dijo el reptil, moviste el Ara Sagrada para limpiar el polvo acumulado debajo, no por ayudarme. ¿Cómo puedes decir de pronto “te he ayudado”?
Cuando nos detenemos a reflexionar, siempre debemos tratar de adoptar un comportamiento muy razonable – seguro tu veneno no me matará, en cambio yo puedo tomarte entre mis manos y asfixiarte – dijo con voz firme el hermano masón.
Tú recurres a la razón cuando piensas que invocarla conviene a tus intereses – dijo la serpiente.
Si – dijo el hermano masón – fui estúpido al esperar un comportamiento razonable por parte de una serpiente.
De una serpiente espera comportamiento de serpiente – dijo el reptil.
Para una serpiente, comportamiento de serpiente es lo razonable.
Ahora voy a matarte masón, o bien tu me mataras, no lo sé – añadió la serpiente.
Pero haremos algo – dijo la serpiente. Nos daremos una oportunidad, por años he escuchado lo que se dicen en las tenidas pero he permanecido en silencio todo este tiempo. Creo que es tiempo de que hable en una de ellas – puntualizo la serpiente.
El hermano masón aceptó y la serpiente se escondió justo dentro de la columna “B” de bronce que es hueca.
Los demás hermanos masones comenzaron a llegar al Templo sin sospechar lo que ocurría, sólo notaban el nerviosismo del hermano.
Justo al iniciar la tenida aparece la serpiente enroscándose sobre el Ara Sagrada, la sorpresa de los hermanos fue enorme, y las espadas apuntaron hacia ella. La serpiente se incorporó, y pidió ser retejada, a lo que respondió debidamente, y así, se le dio plaza entre los hermanos masones.
La serpiente a su momento, pidió la palabra la cual le fue concedida, y fue conducida a la tribuna de la elocuencia, donde expuso que la enemistad entre los Iniciados en los Augustos misterios y la Serpiente nunca de hecho había existido, luego de forma magistral explicó como
la humanidad era arrastrada por las imaginaciones y las fantasías, manteniendo al hombre en un estado parecido a la alucinación, del cual le sería difícil pero no imposible escapar.
Terminada la tenida, la serpiente volvió a su lugar justo abajo del Ara Sagrada, no sin antes prometer a los hermanos masones del universo, enseñarles el modo de escapar de los estados inferiores de consciencia. Y profetizando el fin de las religiones, las universidades y los gobiernos profanos, sustituyéndoles por verdaderas instituciones que ayudarían verdaderamente al ser humano- y agregó que esto ocurriría cuando la humanidad se diera cuenta de que existe otra
verdad muy por encima de todo lo que conocemos.
Y desde ese entonces, si ponen atención en las tenidas se escuchará a la serpiente susurrar a nuestros oídos esas frases de sabiduría.
muito bom...
Agradeço ao Frater Oriol
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Loja Maçônica e o Convento
A LOJA MAÇÔNICA E O CONVENTO
Autor desconhecido
I
Havia um Noviciado
Numa certa Prelazia,
Cujo prédio era encostado
Junto com a Maçonaria
II
Todo domingo, Dom Bento
Com fervor rezava a missa
Na Capela do Convento,
Para a turma de Noviça.
III
Bem na hora do café
Com a Madre Diretora,
Perguntava: - Como é ?
Descobriu, Superiora ?
IV
Que fazem esses Maçons
Trancados naquela casa ?
Seus intentos não são bons.
Com mulheres mandam brasa...
V
- Senhor Bispo, não tem jeito
De saber, tudo é fechado !
Até mesmo com o Prefeito
Reclamei sem resultado.
VI
- Mais uma vez vou lembrar
Que há perigo imediato
De Noviça engravidar,
E o Bispo paga o pato.
VII
Passava uma velha freira,
Que vinha da Sacristia,
E afirmou, bem certeira,
Que perigo não havia.
VIII
Refazendo a esperança
E a paz do seu Prelado,
Declarou com segurança:
- Todo Maçom é castrado.
IX
- Irmã, que papo avançado !
Você viu, já esteve lá ?
Interrogo-lhe o Prelado,
Sem querer acreditar.
X
-Vou contar minha babada:
Nessa Loja, senhor Cura,
Tem uma porta lascada
Bem junto da fechadura.
XI
Certa noite, houve uma festa,
A tal da Iniciação...
Pus um ouvido na fresta,
Com cuidado e precaução.
XII
Só escutei. Não vi nada.
Foi grande a surpresa minha.
Pareceu forte pancada
De golpe de machadinha.
XIII
E ouví com desespero,
Uma voz determinar:
Irmão Mestre Hospitaleiro
Trazei o saco ao altar!
XIV
E o Bispo foi-se embora,
Bem tranquilo e sorridente,
Confortado pela história
Da freirinha convincente.
sábado, 17 de setembro de 2011
Como vencer uma luta com espada!!!
dica veja o video abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=6Mb5QgXEGUg&feature=related
- Nunca retire os olhos do seu oponente!!!
Reflita...
http://www.youtube.com/watch?v=6Mb5QgXEGUg&feature=related
- Nunca retire os olhos do seu oponente!!!
Reflita...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Urubus e Sabiás
Urubus e sabiás
Rubem Alves
"Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convo
caram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...
MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá."
O texto acima foi extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 81.
Reflitam sobre a moral do texto, e vejam no seu cotidiano...
Vc é um Sabiá ou um Urubu?
FM_oc
Rubem Alves
"Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convo
caram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...
MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá."
O texto acima foi extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 81.
Reflitam sobre a moral do texto, e vejam no seu cotidiano...
Vc é um Sabiá ou um Urubu?
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